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AstraZeneca retoma testes de vacina contra covid-19 na Grã-Bretanha

·4 minutos de leitura
A AstraZeneca já está se preparando para a produção em larga escala da vacina contra o coronavírus para o caso de aprovação
A AstraZeneca já está se preparando para a produção em larga escala da vacina contra o coronavírus para o caso de aprovação

O grupo farmacêutico AstraZeneca anunciou neste sábado a retomada dos testes clínicos para desenvolver uma vacina contra a covid-19, que haviam sido interrompidos devido à doença de um voluntário, depois receber a autorização da agência reguladora britânica.

"Os testes clínicos para a vacina AstraZeneca Oxford contra o coronavírus, AZD1222, foram retomados no Reino Unido após a confirmação pela Autoridade Reguladora de Saúde de Medicamentos (MHRA)", informou a empresa em um comunicado.

A AstraZeneca anunciou na quarta-feira a interrupção "voluntária" dos testes da vacina que desenvolve em parceria com a Universidade de Oxford depois de detectar que um dos voluntários havia desenvolvido uma doença "inexplicável".

O contratempo não invalida o objetivo dos experimentos: obter uma vacina "até o final do ano ou início do próximo ano", afirmou o grupo farmacêutico.

Após a doença inesperada do voluntário, Oxford e a AstraZeneca criaram um comitê independente para avaliar os riscos da vacina e examinar as medidas de segurança dos testes, um passo que tanto a multinacional como a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificaram como algo rotineiro nestes casos.

O comitê "concluiu as investigações e confirmou a MHRA que os testes são seguros", completou a AstraZeneca.

Em um comunicado separado, a Universidade de Oxford confirmou neste sábado a retomada dos testes, destacando que "em testes de larga escala como este se espera que alguns participantes adoeçam". 

"Cada caso deve ser analisado cuidadosamente para garantir uma avaliação exaustiva da segurança", destacou a universidade.

Charlotte Summers, professora de Medicina de Cuidados Intensivos da Universidade de Cambridge, elogiou a retomada dos testes e afirmou que os cientistas demonstraram seu compromisso "ao colocar a segurança no centro de seu programa de pesquisas".

"Para enfrentar a pandemia mundial de covid-19 temos que desenvolver vacinas e terapias com as quais as pessoas sintam-se confortáveis para que as utilizem", comentou. "Por isso é vital que nos dediquemos aos testes para manter a confiança da população".

A vacina da AstraZeneca e Oxford é uma das nove que estão sendo testadas atualmente no mundo em larga escala em seres humanos, o que é conhecido como Fase 3.

Nos Estados Unidos, a AstraZeneca começou em 31 de agosto a recrutar 30.000 voluntários. A inoculação já começou com pequenos grupos no Brasil e em outros países latino-americanos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou que até o momento não foi notificada oficialmente pela MHRA sobre a decisão.

Para que o estudo clínico seja retomado no Brasil, a Anvisa espera receber nos próximos dias a solicitação oficial da empresa Astrazeneca. Na prática, o laboratório deve apresentar o pedido de um novo consentimento para que o teste da vacina de Oxford possa ser retomado no país.

A vacina AZD1222 utiliza uma versão mais benigna do adenovírus que provoca o resfriado comum, mas modificado geneticamente para lutar contra a proteína que a covid-19 utiliza para invadir as células humanas.

Ao ser vacinado, o paciente começa a produzir esta proteína, o que permite ao sistema imunológico atacar o coronavírus em caso de infecção.

No comunicado, a AstraZeneca insiste que mantém os mais elevados parâmetros de segurança e que retomará os testes clínicos em outros países quando receber a autorização das respectivas autoridades, com o objetivo de "fornecer uma vacina de forma ampla, equitativa e sem buscar benefícios durante a pandemia".

- Mais de 916.000 mortos -

A pandemia do novo coronavírus provocou pelo menos 916.372 mortes no mundo desde que a unidade da OMS na China registrou o surgimento da doença em dezembro, de acordo com um balanço estabelecido pela AFP e atualizado neste sábado com base em números oficiais dos países.

Desde o início da epidemia, mais de 28,5 milhões de pessoas contraíram a doença. Do grupo, mais de 19 milhões se recuperaram, de acordo com as autoridades.

O número de casos diagnosticados positivos reflete apenas uma parte do total de contágios devido às políticas díspares dos países para detectar os casos.

Alguns testam apenas as pessoas que precisam de internação e muitos países têm capacidade limitada de exames.

Na sexta-feira foram registradas 6.012 mortes e 316.377 contágios no planeta. 

A lista de países com maior número de mortes é liderada pelos Estados Unidos, com 193.016 vítimas fatais e mais de 6,4 milhões de casos. 

Em seguida aparecem Brasil (130.396 mortos e 4,2 milhões de casos), Índia (77.472 mortos e 4,6 milhões de casos), México (70.183 mortos e 658.000 casos) e Reino Unido (41.614 mortos e 361.000 casos).

jit/lc/jz/eg/fp