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AstraZeneca/Oxford | Vacinados devem receber reforço contra novas variantes?

Fidel Forato
·3 minuto de leitura

As novas variantes do coronavírus SARS-CoV-2 acenderam um alerta na pandemia, principalmente a variante sul-africana — conhecida oficialmente como 501.V2 ou B.1.351 —, devido a sua maior transmissibilidade. Nesse cenário, pesquisadores britânicos já estão trabalhando em uma dose reforço para a vacina de Oxford contra a COVID-19, desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Até agora, os pesquisadores verificaram que o imunizante de Oxford é eficaz contra a variante identificada pela primeira vez no Reino Unido. Atualmente, esta é a cepa predominante por lá. No entanto, mais de 140 casos da variante sul-africana foram confirmados na população britânica. A preocupação é que essa cepa se espalhe e ainda há dúvidas sobre a eficácia do imunizante da AstraZeneca contra essas mutações. O que se sabe é que há uma proteção mínima contra formas leves da COVID-19 causadas pela cepa da África do Sul.

Governo britânico estudo um reforço anual contra novas variantes do coronavírus (Imagem: Reprodução/ Thirdman/ Pexels)
Governo britânico estudo um reforço anual contra novas variantes do coronavírus (Imagem: Reprodução/ Thirdman/ Pexels)

De acordo com o ministro da Saúde do Reino Unido, Edward Argar, o governo estuda a possibilidade de um reforço anual contra as novas variantes da COVID-19. Além disso, Argar defende que "não há evidências", por enquanto, de que a vacina de Oxford não seja eficaz na prevenção de doenças graves da variante sul-africana. Também não existem estudos sobre a cepa descoberta em Manaus, no Brasil.

Cepa sul-africana e a vacina de Oxford

Na África do Sul, país onde a nova variante já responde por cerca de 90% dos novos casos da COVID-19, o uso da vacina de Oxford ainda não foi autorizado, enquanto são aguardados novos pareceres. Isso porque pesquisas iniciais sugerem que a vacina ofereça uma proteção menor contra esta variante sul-africana, quando comparada com o coronavírus original. Outras fórmulas, como a da Pfizer-BioNTech e a da Moderna, também apresentaram menor eficácia contra a cepa.

De acordo com o ministro Argar, a suspensão do uso da vacina de Oxford contra a COVID-19 na África do Sul é apenas "temporária". Além disso, ele ressaltou que o "contexto [do país africano] é um pouco diferente" do cenário em que vive o Reino Unido, onde a variante britânica ainda é dominante.

Como o cenário ainda pode mudar, outra autoridade pública do governo britânico, Nadhim Zahawi, já anunciou que "nossos brilhantes cientistas e consultores médicos estão agora trabalhando no potencial de novas versões de vacinas existentes para oferecer proteção adicional contra as variantes da COVID-19". Além disso, Zahawi lembrou: "Precisamos estar cientes que mesmo quando uma vacina tem eficácia reduzida na prevenção de infecções, ainda pode haver uma boa eficácia contra doenças graves, hospitalização e morte".

Pesquisa da vacina de Oxford

No recente estudo da Oxford-AstraZeneca, que ainda não foi revisado por pares, o imunizante foi avaliado em um estudo clínico com a nova variante sul-africana, envolvendo cerca de dois mil voluntários com idade média de 31 anos. Segundo um porta-voz da farmacêutica, ainda não é possível estabelecer, de forma adequada, se a vacina evitaria doenças graves e hospitalização causadas pela variante. Isso porque os envolvidos eram, predominantemente, jovens e saudáveis.

No entanto, os pesquisadores estão confiantes de que a vacina de Oxford ofereça, sim, proteção contra casos graves da COVID-19 na população em geral. Em paralelo, a professora Sarah Gilbert, uma das principais pesquisadoras do imunizante, comentou que uma versão modificada da fórmula seria projetada para combater a variante da África do Sul. A expectativa é que esteja pronta a partir de setembro.

Fonte: Canaltech

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