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AstraZeneca é autorizada a testar vacina adaptada do coronavírus no Brasil

·3 minuto de leitura

Nesta quarta-feira (14), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início dos testes em humanos de duas novas vacinas contra o coronavírus SARS-CoV-2 no Brasil. A primeira é uma adaptação da fórmula da Covishield (AstraZeneca/Oxford) já usada no país, mas turbinada a partir da variante Beta (B.1.351) do coronavírus.

O outro imunizante contra a COVID-19 foi desenvolvido pelo Instituto de Biologia Médica da Academia Chinesa de Ciências Médicas. Até o momento, não foram estabelecidos prazos para o início, de fato, desses testes, apenas a autorização foi concedida.

Anvisa dá aval para testes da vacina da AstraZeneca turbinada contra a variante Beta do coronavírus (Imagem: Reprodução/FabrikaPhoto/Envato Elements)
Anvisa dá aval para testes da vacina da AstraZeneca turbinada contra a variante Beta do coronavírus (Imagem: Reprodução/FabrikaPhoto/Envato Elements)

Nova vacina da AstraZeneca no Brasil

Segundo comunicado da Anvisa, a vacina da AstraZeneca que será testada adota a tecnologia de vetor de adenovírus recombinante, a mesma utilizada na vacina feita em parceria com a Universidade de Oxford. No entanto, a nova versão "foi modificada para também fornecer imunidade contra a recém-emergente cepa da variante B.1.351 [Beta] do SARS-CoV-2, identificada primeiro na África do Sul", explica.

Esse estudo de Fase 2 e 3 investigará a eficácia e segurança da vacina, oficialmente chamada de AZD2816. No total, devem participar 2,4 mil voluntários de diversos países, como Brasil, Reino Unido, África do Sul e Polônia. No caso brasileiro, serão 800 participantes, vindos da Bahia, Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Quanto ao novo estudo, ele será parcialmente duplo-cego, randomizado, com controle ativo em adultos a partir de 18 anos e sem COVID-19. Serão avaliados três perfis de resposta imunológica: uma terceira dose para quem já foi completamente imunizado pela fórmula da AstraZeneca/Oxford ou de uma imunizante de mRNA, no caso brasileiro, o composto da Pfizer/BioNTech; duas doses para quem ainda não foi imunizado por nenhuma vacina; e quem já recebeu a primeira dose da AstraZeneca anteriormente, mas receberá a segunda com a nova versão em um esquema misto com a anterior.

Mais testes aprovados pela Anvisa

Agora, a outra fórmula que recebeu autorização de testes no Brasil é a desenvolvida pelo Instituto de Biologia Médica da Academia Chinesa de Ciências Médicas (IMBCAMS). Com duas doses, esse potencial imunizante contra a COVID-19 é inativado ("morto") e foi cultivado em células vero (uma cultura de células oriundas de um macaco, coletadas inicialmente nos anos 1960).

Segundo a Anvisa, a nova pesquisa é de Fase 3, envolvendo voluntários com mais de 18 anos. No total, 34 mil voluntários serão recrutados entre os centros do Brasil, Malásia, Bangladesh, China e México. No caso brasileiro, serão 7.992 pessoas, divididas entre Goiás, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

"O estudo a ser realizado no Brasil é parte de um estudo que está sendo realizado na China e em outros países. O delineamento de um estudo controlado por placebo ainda é considerado metodologicamente adequado para avaliar a segurança e eficácia da vacina, considerando também que ainda há uma grande parcela da população não vacinada, desde que se leve em conta a possibilidade de acesso dos voluntários às vacinas disponíveis, em um curto período", ressaltou a agência.

Fonte: Canaltech

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