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Astrônomos registram lenta morte de cometa enquanto ele se aproxima do Sol

Um grupo internacional de astrônomos registrou imagens do cometa 323P/SOHO se fragmentando enquanto se aproximava do Sol. A equipe usou uma rede de telescópios baseados no solo e no espaço para fazer a descoberta, que ajudará a explicar o pequeno número de cometas que se “aventuram” próximos ao Astro-Rei.

Quando a órbita de um cometa é abalada pela gravidade de algum outro corpo celeste, como um planeta, ele pode ser lançado em direção ao Sol, eventualmente mergulhando nele. E devido a sua proximidade de nossa estrela, estes objetos são difíceis de detectar e, consequentemente, estudar.

A sequência de imagens, coletadas entre 2020 e 2021, revelam a evolução do cometa à medida que ele se aproximava do Sol (Imagem: Reprodução/Man-To Hui et al.)
A sequência de imagens, coletadas entre 2020 e 2021, revelam a evolução do cometa à medida que ele se aproximava do Sol (Imagem: Reprodução/Man-To Hui et al.)

A maior parte dos cometas próximos ao Sol foi descoberta acidentalmente por telescópios solares. Além da dificuldade em rastreá-los, existem menos destes cometas do que o esperado, indicando que algum mecanismo está os destruindo antes do mergulho mortal.

O grupo de astrônomos coletou observações do cometa 323P/SOHO feitas pelo telescópio Subaru, Telescópio Canadá-França-Havaí (CFHT), o telescópio Gemini North, Lowell Discovery Telescope e o Telescópio Espacial Hubble. Antes, a órbita do cometa não estava bem definida.

Mas graças ao telescópio Subaru, a equipe conseguiu encontrar o cometa à medida que ele se aproximava do Sol. Esta foi a primeira vez que o cometa foi observado por um telescópio terrestre e, com os dados, os pesquisadores ajustaram melhor o trajeto do cometa.

Cometa em pedaços

A equipe descobriu que o 323P/SOHO mudou durante sua passagem mais próxima ao Sol. Nos dados do telescópio Subaru, o cometa era apenas um ponto, mas nas observações subsequentes ele apresentava um longa cauda de poeira ejetada, provavelmente relacionada à intensa radiação solar.

Aqui dois fragmentos, chamados "A" e "B", aparecem soltos do cometa (Imagem: Reprodução/Man-To Hui et al.)
Aqui dois fragmentos, chamados "A" e "B", aparecem soltos do cometa (Imagem: Reprodução/Man-To Hui et al.)

Os pesquisadores explicaram que a radiação do Sol fez com que partes do cometa se quebrassem por conta da fratura térmica, um processo parecido com o que acontece quando se joga água quente no gelo e ele se quebra. Tal processo de perda de massa ajudará a entender o que acontece com estes poucos cometas próximos ao Sol.

O estudo observou que o 323P/SOHO tem rápida rotação, levando pouco mais de meia hora a cada giro. Além disto, o cometa tem uma cor diferente de qualquer outro objeto já observado no Sistema Solar. Serão necessárias novas observações para saber se outros cometas têm as mesmas características.

O trabalho foi apresentado na revista Astronomical Journal.

Fonte: Canaltech

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