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Astrônomos observam primeiras atividades no grande cometa vindo da Nuvem de Oort

·3 minuto de leitura

A quase duas vezes a distância entre o Sol e Júpiter, o gigante cometa Bernardinelli-Bernstein começa a revelar suas primeiras atividades. À medida que adentra o Sistema Solar e começa a ser aquecido pelos raios solares, ele desenvolve a coma — uma espécie de atmosfera tênue ao redor de seu núcleo, formada por gás e poeira. Felizmente, um grupo de astrônomos da Nova Zelândia estava pronto para registrar a atividade deste que pode ser o maior cometa já observado na história.

O cometa Bernardinelli-Bernstein está a uma distância de nós estimada em 2,8 bilhões de quilômetros, o equivalente 19 unidades astronômicas (UA) — ou seja, 19 vezes a distância média entre a Terra e Sol. Embora a essa distância os raios solares representem uma fração do que recebemos aqui do nosso planeta, o cometa é grande o suficiente para receber estes raios e começar a se aquecer, tornando-se ativo. E o grupo de astrônomos da Nova Zelândia foi responsável por detectar o início desta atividade.

O cometa Bernardinelli-Bernstein é visto no centro da imagem — ao seu redora coma se formando (Imagem: Reprodução/LOOK/LCO)
O cometa Bernardinelli-Bernstein é visto no centro da imagem — ao seu redora coma se formando (Imagem: Reprodução/LOOK/LCO)

A equipe responsável por monitorar as imagens do cometa, obtidas pelo Las Cumbres Observatory (LCO), está espalhada pelo mundo. Os primeiros registros de atividade do Bernardinelli-Bernstein, feitos a partir de um dos telescópios do LCO, com cerca de 1 metro de diâmetro e localizado no Observatório Astronômico Sul-Africano (SAAO), ficaram disponíveis somente à 1h00 (horário de Brasília) do dia 23 de junho. O grupo de astrônomos do Projeto LCO Outbursting Objects Key (LOOK), da Nova Zelândia, estava pronto para analisar estas imagens e observar a coma surgindo ao redor do grande cometa.

Michele Bannister, integrante da equipe, da Universidade de Canterbury, conta que os outros membros do projeto já estavam dormindo. Em um primeiro momento, ela pensou que as imagens fossem um fracasso, pois a observação estava comprometida pela passagem de satélites enquanto o telescópio registrava o cometa. "A primeira imagem teve o cometa obscurecido por um rastro de satélite, e meu coração afundou", ela acrescenta.

As imagens seguintes deixavam bem claro: “lá estava, definitivamente um lindo pontinho difuso, nem um pouco nítido como as estrelas vizinhas", segundo Bannister. O que mais chamou a sua atenção foi a coma começando a se formar mesmo com o cometa a uma grande distância do Sol. No momento do registro, Bernardinelli-Bernstein estava a cerca de 19 UA — o equivalente a 150 milhões de quilômetros — de distância.

A trajetória do cometa é mostrada em branco (Imagem: Reprodução/NASA)
A trajetória do cometa é mostrada em branco (Imagem: Reprodução/NASA)

Com um enorme núcleo, estimado em 100 km, o Bernardinelli-Bernstein tem três vezes o tamanho do maior cometa já observado a olho nu, o Hale-Bopp, o qual passou próximo à Terra em 1998 e tinha 60 km de diâmetro. Entretanto, o novo viajante não se aproximará tanto assim de nós: sua abordagem mais próxima do Sol será além da órbita de Saturno, prevista para janeiro de 2031. Com isso, os astrônomos têm tempo suficiente para programar suas observações e, assim, analisar com mais detalhes a composição deste corpo celeste que pode oferecer muitas repostas sobre a distante Nuvem de Oort.

Enquanto o projeto LOOK, do LCO, segue monitorando outros cometas, ele também acompanhará a aproximação de Bernardinelli-Bernstein. Outras pesquisas desenvolvidas no Zwicky Transient Facility, na Califórnia, e no vindouro Vera C. Rubin Observatory, no Chile, serão responsáveis por observar parte do céu todas as noites e auxiliarão o registro do novo visitante. “Essas pesquisas podem fornecer alertas se um dos cometas mudar de brilho repentinamente", explica Tim Lister, cientista da equipe LOOK.

Fonte: Canaltech

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