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Astrônomos exploram cometa em fase terminal e observam "talco" em sua superfície

Wyllian Torres
·2 minuto de leitura

Pela primeira vez, um grupo de astrônomos observou um cometa em sua fase final de vida, analisando com alta precisão a temperatura da superfície do núcleo cometário e parte de sua composição. Através do infravermelho, a equipe de pesquisadores descobriu a presença de grãos de filossilicato em toda superfície — aqui na Terra, esta mesma substância é encontrada em pó de talco —, e estimou o tamanho do núcleo com um diâmetro de 800 metros.

A observação tão precisa de cometas é difícil porque, quando estes corpos adentram o Sistema Solar, eles são aquecidos pelo Sol, de maneira que começam a liberar gás e poeira — basicamente o que compõe um cometa. Então surgem outras estruturas cometárias, como as caudas e o coma — este último é uma espécie de nuvem de gás e poeira que envolve e escurece o núcleo do cometa.

Em 2016, quando o cometa P/ 2016 BA14 (PANSTARRS) foi descoberto, ele já apresentava pouca atividade de um cometa — tanto que, num primeiro momento, foi confundindo com um asteroide.

Concepção artística do cometa obervado através das ondas infravermelhas, a mesma usada em termômetros a distancia (Imagem: Reprodução/Kyoto Sangyo University)
Concepção artística do cometa obervado através das ondas infravermelhas, a mesma usada em termômetros a distancia (Imagem: Reprodução/Kyoto Sangyo University)

Quando o cometa P/ 2016 BA14 atingiu seu ponto mais próximo da Terra, cerca 3,6 milhões de quilômetros de distância — o equivalente a 9 vezes a distância entre nosso planeta e a Lua —, uma equipe de astrônomos do Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ) e do Observatório Astronômico Koyama, da Universidade Kyoto Sangyo, apontou o Telescópio Subaru para o corpo celeste. A observação, que durou um total de 30 horas, foi capaz de fornecer evidências do tamanho do núcleo cometário e da composição da superfície, como a presença de moléculas orgânicas e grandes grãos de filossilicato. O telescópio observou o cometa em infravermelho, como um termômetro que determina a temperatura a distância.

Através de comparações entre os minerais de silicato observados na superfície do cometa com as medições feitas em laboratórios, a equipe concluiu que os grãos de filossilicato foram aquecidos a mais de 300 °C no passado do objeto — o que sugere que a órbita do cometa já foi mais próxima do Sol e hoje sua superfície não passa dos 130 °C. Uma outra questão para os pesquisadores é saber se o talco na superfície existe desde o início ou se é um resultado do longo processo de queima do cometa ao longo de sua existência.

À direita, a aproximação máxima do cometa P/ 2016 BA14 em março de 2016 (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)
À direita, a aproximação máxima do cometa P/ 2016 BA14 em março de 2016 (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

O cometa P/ 2016 BA14 é um forte candidato para a missão Comet Intercept, realizada pela parceria da Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Japonesa (JAXA), com o objetivo de explorar cometas e, consequentemente, o passado do Sistema Solar.

O artigo foi integralmente publicado no periódico científico ScienceDirect.

Fonte: Canaltech

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