Mercado abrirá em 4 h 35 min
  • BOVESPA

    122.964,01
    +1.054,98 (+0,87%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.655,29
    -211,86 (-0,42%)
     
  • PETROLEO CRU

    65,81
    +0,53 (+0,81%)
     
  • OURO

    1.832,10
    -4,00 (-0,22%)
     
  • BTC-USD

    56.830,51
    +1.312,80 (+2,36%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.540,28
    +1.297,60 (+534,70%)
     
  • S&P500

    4.152,10
    -36,33 (-0,87%)
     
  • DOW JONES

    34.269,16
    -473,66 (-1,36%)
     
  • FTSE

    6.990,91
    +42,92 (+0,62%)
     
  • HANG SENG

    28.231,04
    +217,23 (+0,78%)
     
  • NIKKEI

    28.147,51
    -461,08 (-1,61%)
     
  • NASDAQ

    13.299,00
    -47,00 (-0,35%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3379
    -0,0075 (-0,12%)
     

Astrônomos detectam a primeira evidência direta de hidroxila em exoplaneta

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

Uma equipe de astrônomos de diversos países identificou, pela primeira vez, o radical hidroxila (OH) na atmosfera de um exoplaneta. A molécula foi detectada no lado diurno do WASP-33b, um exoplaneta conhecido como “Júpiter ultraquente” por ser um gigante gasoso que orbita sua estrela bem de pertinho — as temperaturas atmosféricas por lá chegam a 2.500 ºC, suficientes para derreter facilmente a maioria dos metais.

A equipe trabalhou com o instrumento InfraRed Doppler (IRD), que equipa o telescópio Subaru, no Havaí. Trata-se de um instrumento que é capaz de detectar átomos e moléculas a partir de "impressões digitais espectrais", formadas por conjuntos de formações de absorção mais escuras que ficam sobrepostas no espectro de luz emitido por estrelas e planetas. Só que, assim como o som de uma ambulância vai ficando cada vez mais fraco conforme o veículo se afasta de quem o ouve, as frequências de luz — ou seja, as cores — das “impressões” do espectro também mudam de acordo com a velocidade do planeta.

Representação do WASP-33b (Imagem: Reprodução/Astrobiology Center)
Representação do WASP-33b (Imagem: Reprodução/Astrobiology Center)

Assim, foi com o apoio dos recursos únicos do IRD que os astrônomos conseguiram detectar o sinal discreto da hidroxila na atmosfera do exoplaneta: “o IRD é o melhor instrumento para estudar a atmosfera de um exoplaneta em infravermelho”, comentou o professor Motohide Tamura, co-autor do estudo. Já o co-autor Hajime Kawahara explica que essas técnicas de caracterização atmosférica dos exoplanetas são aplicáveis somente aos planetas muito quentes, pelo menos por enquanto. “Gostaríamos de desenvolver instrumentos e técnicas que nos permitam aplicar esses métodos a planetas mais frios e até para uma segunda Terra”, finalizou.

Na atmosfera terrestre, a reação do vapor de água com o oxigênio é o principal mecanismo de formação da hidroxila. Essa molécula atua como um “detergente atmosférico” e tem papel essencial na remoção de gases poluentes como o metano e dióxido de carbono. No caso do WASP-33b, a OH é a grande responsável por trás da composição química da atmosfera do planeta devido às interações com o vapor d’água e o monóxido de carbono. Por isso, é possível que a hidroxila da atmosfera seja formada pela destruição do vapor devido à temperatura altíssima por lá.

Dr. Stevanus Nugroho, pesquisador que liderou o estudo, comentou que esta foi a primeira evidência do radical já encontrada na atmosfera de um planeta que fica além do Sistema Solar: “isso mostra que não só os astrônomos podem identificar essa molécula nas atmosferas dos exoplanetas, mas também que eles podem começar a entender os detalhes da química deste grupo de planetas”, explica. Para Chris Watson, co-autor, as observações podem servir como testes para os telescópios de próxima geração, como o Thirty Meter Telescope e o European Extremely Large, principalmente quando o assunto é a busca de bioassinaturas em planetas menores e, possivelmente, rochosos.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Astrophysical Journal Letters.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: