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Astrônomos desvendam processo de fusão formadora de galáxias

Uma equipe de astrônomos do Reino Unido parece ter desvendado o processo de formação de galáxias parecidas com a Via Láctea, ocorrido por meio da colisão de diferentes galáxias. Embora sejam consideradas alguns dos maiores objetos do universo, a formação das galáxias é uma pergunta antiga, que segue sem respostas exatas.

As galáxias no universo próximo de nós são bastante variadas em relação à forma e tamanho: algumas, incluindo a Via Láctea, são espirais formadas por mais de um trilhão de estrelas, enquanto outras são grandes grupos de estrelas em estrutura de esfera ou elipse, sem padrões particulares. Por enquanto, a história destes grandes sistemas é desconhecida.

Exemplos de pares de galáxias analisadas no estudo (Imagem: Reprodução/ C.Conselice et al)
Exemplos de pares de galáxias analisadas no estudo (Imagem: Reprodução/ C.Conselice et al)

É possível que a massa das galáxias aumente por meio de fusões, que ocorrem quando duas delas colidem e formam uma galáxia nova. O processo de fusão é conhecido há décadas, mas ainda não se conhece exatamente o papel dele nas enormes massas observadas nas galáxias hoje.

Assim, pensando nisso, os autores analisaram como as galáxias se formaram nos últimos 10 bilhões de anos. Eles trabalharam com aquelas em “pares” que, em alguns bilhões de anos, vão se fundir e formar novos sistemas. Ao analisá-las durante o processo de fusão, o estudo determinou o histórico da formação delas, com medidas diretas do processo.

Os autores concluíram que as fusões são alguns dos métodos mais importantes para a formação de novas galáxias. Em média, as galáxias mais massivas dos últimos 10 bilhões de anos vão passar por aproximadamente três processos de fusão com outras, ficando com mais que o dobro da massa ao fim do processo.

“Isso também sugere que a Via Láctea passou por pelo menos uma dessas fusões significativas ao longo da história, o que mudou radicalmente a forma e histórico de formação dela”, explicou Christopher Conselice, autor que liderou o estudo. “As fusões, assim como aquelas deste estudo, desencadeiam a formação estelar, o que pode ser o evento de origem para a formação de estrelas como o Sol e até a matéria que alimenta buracos negros centrais”, disse.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Astrophysical Journal.

Fonte: Canaltech

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