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Astrônomos descobrem galáxia em espiral mais antiga do universo

·2 minuto de leitura

Astrônomos analisando dados capturados pelo radiotelescópio chileno ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) descobriram uma imagem da galáxia espiral mais antiga do universo.

Batizada de BRI 1335-0417, ela tem cerca de um terço do tamanho de nossa galáxia, a Via Láctea, e fica a 12,4 bihões de anos-luz daqui. Ou seja, se formou apenas 1,4 bilhões de anos após o Big Bang, a explosão que deu origem ao nosso universo.

A imagem foi descoberta por Takafumi Tsukui, estudante de graduação da universidade Sokendai no Japão, ao analisar dados antigos do Alma. Apesar de parecer um mero “borrão” aos olhos não treinados, ela contém uma quantidade surpreendente de informações.

A galáxia BRI 1335-0417, a 12,4 bilhões de anos-luz de nós, como vista pelo radiotelescópio ALMA
A galáxia BRI 1335-0417, a 12,4 bilhões de anos-luz de nós, como vista pelo radiotelescópio ALMA

“Fiquei empolgado porque nunca tinha visto evidências tão claras de um disco em rotação, estrutura em espiral e massa centralizada em uma galáxia distante em qualquer literatura anterior”, disse Tsukui. “A qualidade dos dados do ALMA era tão boa, e consegui ver tantos detalhes, que pensei que fosse uma galáxia próxima.”

A distância de BRI 1335-0417 e o fato de que ela contém grande quantidade de poeira obstrui a luz das estrelas e dificulta sua observação. A imagem obtida pelo ALMA é na verdade um registro das emissões de rádio de íons de carbono na galáxia.

Segundo Tsukui e seu supervisor, o professor Satoru Iguchi, também da Sokendai, a estrutura em espiral se estende por uma distância de 15.000 anos-luz do centro da galáxia. Sua massa estimada é equivalente à da Via Láctea, embora ela tenha um tamanho menor. Ou seja, é mais “densa”.

“Como BRI 1335-0417 é um objeto muito distante, podemos não ser capazes de ver a verdadeira borda da galáxia nesta observação”, diz Tsukui. “Para uma galáxia que existiu nos primórdios do universo, ela era um gigante”.

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A Via Láctea, onde vivemos, é uma galáxia em espiral, assim como 70% das outras galáxias no universo observável. Entretanto, estudos anteriores mostraram que quando mais para o passado olhamos, menor é a proporção de galáxias em espiral, o que levanta a questão: “como elas se formaram”?

Uma possibilidade para BRI 1335-0417 é uma interação com outra galáxia menor. Ela está formando estrelas ativamente, e sua borda exterior é gravitacionalmente instável, o que leva à formação de estrelas. Esta situação ocorre mais frequentemente quando uma grande quantidade de gás “de fora” é fornecida à galáxia, possivelmente devido a uma colisão com uma galáxia menor.

“Nosso Sistema Solar está localizado em um dos braços espirais da Via Láctea”, explica Iguchi. “Traçar as raízes da estrutura espiral nos fornecerá pistas sobre o ambiente em que o Sistema Solar nasceu. Espero que esta pesquisa avance ainda mais em nossa compreensão da história da formação das galáxias.”

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