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Astrônomos criam os primeiros "berçários" estelares impressos em 3D; confira!

·2 minuto de leitura

Os modelos computacionais são fundamentais para entender muitos processos do universo, como o nascimento de uma estrela em uma grande nuvem de gás e poeira, por exemplo, mas nem sempre eles oferecem os melhores ângulos. Por isso, a astrônoma Nia Imara, da University of California (UC), foi além e criou os primeiros modelos tridimensionais que cabem na palma da mão para desvendar as complexas estruturas desses berçários estelares.

Para criar os modelos em 3D, Imara e seus colegas usaram os dados de simulações de nuvens em formação de estrelas e um sofisticado sistema de impressão 3D, onde as densidades e gradientes em escala fina das nuvens turbulentas são incorporadas em resina transparente. O resultado são estruturas esféricas com cerca de 8 cm de diâmetro, nas quais aparecem os aglomerados e filamentos de grandes nebulosas.

(Imagem: Reprodução/Saurabh Mhatre)
(Imagem: Reprodução/Saurabh Mhatre)

Imara, que também é professora assistente de astronomia, explicou que ela e sua equipe queriam um objeto interativo que ajudasse a visualizar as estruturas onde as estrelas se formam e, assim, entender melhor os processos físicos. Para ela, é um exemplo da ciência imitante a arte. “A formação de estrelas em nuvens moleculares é minha área de especialização, então por que não tentar construir uma?", acrescentou a astrofísica.

O colaborador e co-autor do estudo John Forbes, do Flatiron Institute, ajudou a desenvolver um conjunto de nove simulações que representam diferentes variações físicas dentro dessas nuvens. Já James Weaver, da Universidade de Harvard, transformou os dados das simulações em objetos físicos usando a impressão 3D multimaterial de alta resolução. "Você pode ver claramente uma folha bidimensional, e dentro dela há pequenos filamentos, e isso é estonteante da perspectiva de alguém que está tentando entender o que está acontecendo nessas simulações", acrescentou Forbes.

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As nove simulações que serviram de base para os modelos em 3D investigaram os efeitos de três processos físicos fundamentais na evolução das nuvens moleculares — turbulência, gravidade e campo magnético. Ao alterar alguma dessas variáveis, a simulação revela diferentes ambientes físicos, os quais afetaram a morfologia de estruturas relacionadas à formação de estrelas. Um modelo assim permite detectar a continuidade dessa imensa estrutura que não seria tão simples de visualizar em um modelo computacional.

No futuro, eles esperam que os modelos também sirvam para incorporar informações adicionais por meio o uso de cores diferentes para aumentar o valor científico. Além disso, Imara e seus colegas pretendem em explorar o recurso para representar dados observacionais de nuvens moleculares próximas, como a nebulosa de Órion.

A pesquisa com cada detalhe das simulações e do estudo foi publicada no dia 25 de agosto deste ano, na revista Astrophysical Journal Letters.

Fonte: Canaltech

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