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Astrônomo amador encontra quatro das luas “perdidas” de Júpiter

Daniele Cavalcante
·3 minuto de leitura

Júpiter tem oficialmente 79 luas, mas algumas delas são muito difíceis de se observar. Algumas são tão pequenas que acabam desaparecendo da visão dos telescópios, mesmo os mais poderosos, como foi o caso de alguns satélites jupiterianos descobertos por Scott Sheppard e seus colegas em 2003. Muitos deles “sumiram” após a descoberta, mas a maioria foi encontrada novamente. Contudo, faltavam cinco luas “perdidas” — e um astrônomo amador acaba de achar quatro delas.

O astrônomo, que se identifica apenas pelo nome Kenneth, se inspirou no relato de profissionais que encontraram duas luas anteriormente perdidas. Para completar a busca, Kenneth recorreu a um sistema chamado Solar System Object Image Search (SSOIS), do Canadian Astronomy Data Centre, onde estavam as melhores imagens das cinco luas que permaneciam desaparecidas.

Diagrama da órbita das 79 luas de Júpiter (Imagem: Reprodução/Carnegie Inst. for Science/Roberto Molar Candanosa)
Diagrama da órbita das 79 luas de Júpiter (Imagem: Reprodução/Carnegie Inst. for Science/Roberto Molar Candanosa)

Com dados orbitais, ele buscou os objetos em posições onde deveriam estar, baixando uma série de imagens brutas que cobriam a região na qual as luas poderiam aparecer. Cada imagem tinha cerca de 300 megabytes, fazendo com que “a maior parte do tempo gasto durante a caça à lua era simplesmente esperando que os arquivos terminassem de baixar”, de acordo com Kenneth.

Ele não fez tudo sozinho, mas recebeu ajuda de Sam Deen, outro astrônomo amador que também fez um trabalho de busca por conta própria. Deen explica que atualmente, os amadores contam com uma “grande quantidade de dados dos maiores telescópios do mundo [e] observatórios tirados todas as noites”. Todo esse material está aberto a pesquisadores voluntários como eles porque as agências espaciais e observatório sabem que os astrônomos amadores são de grande importância para estudos complementares como este.

A busca pelas cinco luas perdidas contou também com a ajuda do World Coordinate System e de softwares como o Aladin Sky Atlas e Find_Orb, sendo este último usado para calcular as órbitas dos objetos ao redor de Júpiter. “O processo é complicado e a infraestrutura nem sempre é amigável”, disse Deen ao falar sobre a dificuldade de realizar o trabalho mesmo com tantos recursos disponíveis.

Lua perdida S / 2003 J 2 e várias galáxias que aparecem ao fundo (Imagem: Reprodução/CFHT/OSSOS/B. Gladman)
Lua perdida S / 2003 J 2 e várias galáxias que aparecem ao fundo (Imagem: Reprodução/CFHT/OSSOS/B. Gladman)

Assim, em 6 de dezembro, Kenneth começou a procurar as luas S / 2003 J 23, S / 2003 J 2, S / 2003 J 12 e S / 2003 J 4, encontrando-as em poucos dias. Entretanto, a quinta lua, chamada S / 2003 J 10, era um pouco mais difícil, e o astrônomo acabou desistindo após procurar por cerca de duas semanas. Ao mesmo tempo, sem que Kenneth soubesse, Sheppard já havia reencontrado as luas S / 2003 J 2 e S / 2003 J 23, mas não poupou elogios ao amador. “Foi impressionante que Kenneth tenha sido capaz de usar as observações mais antigas”, disse Sheppard.

Júpiter possui várias famílias de satélites naturais, e a observação desses objetos ajuda a desvendar não apenas a dinâmica orbital dos planetas e suas luas, como também a própria história do Sistema Solar. Por isso, mais do que um exercício astronômico, a busca pelas luas é de grande importância para que se continue monitorando e descobrindo mais sobre cada um desses corpos celestes.

Fonte: Canaltech

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