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Astrônoma amadora descobre uma nova lua em Júpiter; número sobe para 80

·4 minuto de leitura

De acordo com a União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês), Júpiter tem 79 luas conhecidas, mas descobrir esses pequenos corpos celestes orbitando o gigante gasoso é um desafio, pois muitos deles são pequenos e refletem pouca luz do Sol — ou o fazem durante um curto espaço de tempo. Apesar disso, graças a dados obtidos por diversos telescópios da Terra, e que ficam disponíveis ao público, a astrônoma amadora Kai Ly descobriu um novo satélite natural joviano, que, embora ainda não tenha recebido uma designação oficial, tem grandes chances de elevar o número de luas de Júpiter para 80.

A astrônoma amadora relata que começou a planejar sua missão de busca por luas em Júpiter em maio do ano passado, mas somente em junho ela começou a examinar os dados obtidos em 2003 através do Telescópio Canadá-França-Havaí (CFHT, sigla em inglês), com 3,6 metros de diâmetro, localizado no Havaí. As imagens obtidas na época foram as mesmas usadas pelo astrônomo Scott Sheppard, da Carnegie Institution for Science, que, em 2018, descobriu 12 novas luas em Júpiter, elevando para 79 o número total delas.

(Imagem: Reprodução/Carnegie Inst. for Science/Roberto Molar Candanosa)
(Imagem: Reprodução/Carnegie Inst. for Science/Roberto Molar Candanosa)

Análises de imagens anteriores à nova descoberta sugeriram que mais luas poderiam estar escondidas neste conjunto de dados obtidos em 2003. Por isso, Ly começou a estudar as imagens de fevereiro daquele ano, época em que Júpiter estava em oposição — isto é, alinhado com a Terra e o Sol — e seus satélites naturais apareciam mais brilhantes nas observações. Dos 36 registros feitos no dia 24 daquele mês, 19 foram examinados, levando à descoberta de três luas em potencial, que se moviam entre 13 e 21 segundo de arco por hora durante a noite.

Por serem pequenas, Ly não conseguiu encontrar duas dessas luas em observações posteriores. No entanto, ela encontrou a terceira, provisoriamente chamada de EJc0061, em registros de pesquisa entre os dias 25 a 27 de fevereiro, e também nas imagens tiradas nos dias 5 e 6 daquele mesmo mês com o Telescópio Subaru, localizado no Observatório de Mauna Kea, no Havaí. O arco de dias indicava que o objeto estava ligado a Júpiter.

Assinalada pela seta vermelha, está a lua S/2003 J24, em imagens obtidas em 24 de fevereiro de 2003 (Imagem: Reprodução/S. S. Sheppard/CFHT/CADC)
Assinalada pela seta vermelha, está a lua S/2003 J24, em imagens obtidas em 24 de fevereiro de 2003 (Imagem: Reprodução/S. S. Sheppard/CFHT/CADC)

Com isso, Ly tinha dados suficientes para procurar a órbita dessa lua em potencial em imagens registradas entre os dias 12 de março a 30 de abril (ainda de 2003). “A partir daí, a qualidade da órbita e das efemérides era decente o suficiente para que eu começasse a pesquisar observações após 2003”, acrescenta. A confirmação da posição prevista do satélite veio através das imagens pelo Telescópio Subaru, pelo CFHT e pelo Observatório Interamericano de Cerro Tololo, obtidas até inicio de 2018. Com um brilho muito baixo, a magnitude da lua varia entre 23,2 a 23,5. A escala de magnitude funciona da seguinte maneira: quanto menor o número, maior é o brilho. Como exemplo, o planeta Vênus, que aparece logo após o pôr do Sol nesta época do ano, tem magnitude de - 3,8. Ou seja: 23,3 é um brilho bem fraco.

Ao fim das análises, a astrônoma amadora obteve um arco de 76 observações dividas em um período de 15,2 anos (aproximadamente 5.574 dias) — o suficiente para que Ly considerasse a órbita da lua bem demarcada. O satélite, temporariamente denominado S/2003 J24, agora aguarda por sua confirmação oficial. Para David Tholen, da Universidade do Havaí, as informações já são suficientes para mostrar que se trata de uma lua. “Seria quase impossível que artefatos se encaixassem em uma órbita jovicêntrica em tantas noites diferentes usando câmeras diferentes”, acrescenta Tholen.

Observações em infravermelho da lua Carme, a maior do Grupo Retrógrado Carme (Imagem: Reprodução/IPAC Infrared Science Archive/NASA/JPL-Caltech)
Observações em infravermelho da lua Carme, a maior do Grupo Retrógrado Carme (Imagem: Reprodução/IPAC Infrared Science Archive/NASA/JPL-Caltech)

A lua descoberta faz parte do conjunto de outros 22 satélites conhecidos como o Grupo Retrógrado Carme, que orbitam Júpiter em direção oposta à rotação do planeta, em períodos de até dois anos. Especialistas acreditam que esse grupo ainda possa ter muitas outras companhias aguardando serem descobertas. Para Ly, é um orgulho poder dizer que esta é a primeira lua descoberta por uma astrônoma amadora. Graças aos dados públicos disponibilizados pelos observatórios, a tendência é que mais astrônomos amadores tenham o mesmo prazer de Ly ao descobrir uma lua no Sistema Solar.

O relato integral de Ly pode ser acessado aqui, além de um compilado de imagens da nova lua que ela mesma montou.

Fonte: Canaltech

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