Mercado fechado
  • BOVESPA

    121.113,93
    +412,93 (+0,34%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.726,98
    +212,88 (+0,44%)
     
  • PETROLEO CRU

    63,07
    -0,06 (-0,10%)
     
  • OURO

    1.777,30
    -2,90 (-0,16%)
     
  • BTC-USD

    56.191,05
    -5.125,13 (-8,36%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.398,97
    +7,26 (+0,52%)
     
  • S&P500

    4.185,47
    +15,05 (+0,36%)
     
  • DOW JONES

    34.200,67
    +164,67 (+0,48%)
     
  • FTSE

    7.019,53
    +36,03 (+0,52%)
     
  • HANG SENG

    28.969,71
    +176,61 (+0,61%)
     
  • NIKKEI

    29.683,37
    +40,67 (+0,14%)
     
  • NASDAQ

    14.024,00
    -5,50 (-0,04%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6842
    -0,0369 (-0,55%)
     

Asteroides são mais duros e difíceis de destruir do que os cientistas pensavam

Danielle Cassita
·3 minuto de leitura

Hoje, seguimos investigando formas de lidar com possíveis objetos perigosos que estejam se se movendo em trajetórias que possam oferecer riscos à Terra. Uma possibilidade de evitar impactos desastrosos seria destruir asteroides que estejam a caminho do nosso planeta, mas um novo estudo liderado por Charles El Mir, da Johns Hopkins University, revela que destruir essas rochas pode ser muito mais difícil do que se pensava.

El Mir, o principal autor do novo estudo, explica que, inicialmente, pensava-se que, quanto maior o asteroide, mais fácil seria quebrá-lo, porque os objetos maiores têm também mais chances de ter imperfeições em sua estrutura. Contudo, o estudo trouxe um resultado bem diferente: “nossas descobertas mostram que os asteroides são mais fortes do que pensávamos, e exigem mais energia para serem completamente destruídos”, explica ele.

Para descobrir quanta energia seria necessária para romper um asteroide e destruí-lo, El Mir e seus colegas realizaram simulações em uma abordagem híbrida, usando um modelo de asteroide de 25 quilômetros como alvo de outro, de 1,2 km de quilômetro, composto por basalto e viajando à velocidade de 5 km/s. A simulação foi separada em duas fases: na primeira etapa, o asteroide foi destruído e milhões de rachaduras se formaram em sua estrutura.

Confira o modelo da primeira fase:

Algumas partes dele saíram voando como areia, e uma cratera foi aberta; como o núcleo ficou danificado, mas sobreviveu, ele exerce força gravitacional nos fragmentos. Já na segunda fase, eles verificaram que os fragmentos que voaram voltam para o asteroide por causa da gravidade depois de várias horas e formam uma nova estrutura. No fim, a equipe descobriu que o resultado do impacto não era apenas uma “pilha de entulhos” destes fragmentos, mas sim que o asteroide manteve força significativa por não ter sido completamente rachado. Por isso, seria necessário usar mais energia para destruí-lo de uma só vez.

Veja o modelo da segunda etapa:

O resultado que eles conseguiram foi bem diferente de estudos feitos no início da década de 2000: ali, os pesquisadores simularam uma colisão entre um par de objetos idênticos, que resultou no objeto maior sendo completamente destruído. De acordo com os autores, o estudo anterior não considerou os processos de pequena escala que acontecem durante a colisão inicial: como rachaduras se espalham pelo asteroide em velocidade limitada, eles não conseguiram destruir o objeto como esperavam.

O artigo com os resultados do estudo será publicado na revista Icarus.

Algumas ideias em andamento

El Mir comenta que destruir asteroides pode parecer um tema digno de obras da ficção científica, mas existem diversas pesquisas sendo feitas sobre colisões de asteroides e seus efeitos: “por exemplo, se houve um asteroide vindo para a Terra, é melhor quebrá-lo em pedaços menores ou tentar mudar a direção dele? E, se for a segunda opção, quanta força seria necessária para movê-lo sem deixar que quebre?”, questiona o autor.

Felizmente, há algumas iniciativas em andamento para responder estas e outras perguntas. Uma delas é a missão DART (Double Asteroid Redirection Test), da NASA, que será enviada para um sistema binário de asteroides, composto por Dimorphos e Didymos. O primeiro mede apenas 160 metros de diâmetro, e é uma espécie de "lua" que orbita Didymos, com seus 780 metros de diâmetro. Assim, a ideia é que a sonda DART atinja Dimorphos para tentar desviar a trajetória dele. A missão será lançada durante uma janela de lançamento que se abre em novembro e vai até fevereiro.

O resultado do impacto será verificado depois de alguns anos pela Agência Espacial Europeia (ESA) com a missão Hera, que também é destinada a estudos de possibilidade de defesa da Terra contra asteroides que possam oferecer algum risco. Esta missão tem lançamento estimado para 2026, e terá o objetivo de estudar as características de Dimorphos, como sua massa e outras propriedades, além de analisar a cratera aberta pelo impacto da DART.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: