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Asteroide vem em direção à Terra e ficará próximo de nós neste sábado (13)

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Em breve, uma rocha espacial passará perto — em termos astronômicos — da Terra. O visitante em questão é o asteroide 2004 UE, descoberto em 2004. A rocha tem magnitude absoluta de 21,5, seu diâmetro é estimado em 160 metros e ela fará sua maior aproximação com o nosso planeta neste sábado (13), a uma distância equivalente a mais de 30 vezes aquela entre a Terra e a Lua — que é de 384.400 km, em média.

Por ter uma órbita que o trará para perto do nosso planeta, o asteroide entra para o grupo dos “objetos próximos da Terra” (ou “NEO”, na sigla em inglês). Além disso, ele é também considerado um objeto potencialmente perigoso (“PHO”, também na sigla em inglês), classificação dada a meteoroides, cometas e asteroides que, além de terem órbitas que os aproximam da Terra, têm dimensões grandes o suficiente para causar estragos consideráveis no caso de um impacto.

(Imagem: Reprodução/A Owen/Pixabay)
(Imagem: Reprodução/A Owen/Pixabay)

Hoje, já conhecemos cerca de 2.000 PHOs e nenhum deles tem grandes chances de colidir com a Terra nos próximos 100 anos, mas os astrônomos seguem acompanhando as órbitas desses objetos para verificar possíveis mudanças que possam apresentar mais riscos no futuro.

Antes, havia aproximadamente mil NEOs identificados, mas este número aumentou para quase 28 mil nas últimas duas décadas. “Os caminhos orbitais dos NEOs próximos da Terra no próximo século não podem ser previstos muito bem, mas é importante observar que grandes impactos já ocorreram na Terra no passado e que o planeta será atingido por grandes impactos no futuro", explicou Leslie Looney, professor de astronomia na Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.

Para ele, a questão não é se isso irá acontecer, mas sim quando. “Se tivermos um aviso antecipado de cinco a dez anos ou mais, desviar um NEO deve ser fácil”, sugeriu ele. Em uma situação dessas, explodir o objeto não é uma boa ideia já que há várias outras rochas menores na mesma órbita. Por isso, desviá-lo poderia ser mais eficiente — tanto que a NASA lançará a missão Double Asteroid Redirection Test (DART) para chocar uma sonda contra um asteroide menor, que orbita outro maior e, assim, verificar se será possível mudar sua órbita. O lançamento da missão foi adiado para uma janela secundária, aberta entre novembro de 2021 e fevereiro de 2022.

Fonte: Canaltech

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