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Asteroide Faetonte "imita" comportamento de cometa; entenda

·3 minuto de leitura

Conforme os cometas viajam pelo Sistema Solar interno, o Sol os aquece e faz com que o gelo sob a superfície evapore. Com isso, materiais são liberados, criando uma bela cauda brilhante que pode se estender por milhões de quilômetros. Já os asteroides não costumam ter essa cauda, porque são formados, principalmente, por rochas. Mesmo assim, um novo estudo mostra que o asteroide 3200 Faetonte (ou Phaethon) pode, talvez, exibir atividade parecida com a dos cometas — mesmo sem ter tanto gelo em sua estrutura.

O Faetonte é um asteroide que chega a 5,8 km de largura e é conhecido como o “pai” da chuva de meteoros Geminídeas. Conforme se aproxima do Sol, este asteroide vai ficando mais brilhante — de forma bem semelhante ao que acontece com os cometas, que são aquecidos e ficam mais ativos e brilhantes quando perdem gases e poeira com o calor. No caso do Faetonte, o grande responsável por trás de sua atividade parecida com a de cometas pode ser, na verdade, o sódio.

A cauda dos cometas é formada pelo aquecimento da superfície deles, que libera compostos em estado gasoso (Imagem: Reprodução/Kid Candy/Pexels)
A cauda dos cometas é formada pelo aquecimento da superfície deles, que libera compostos em estado gasoso (Imagem: Reprodução/Kid Candy/Pexels)

O asteroide viaja em uma órbita alongada de 524 dias, que o leva para o interior da órbita de Mercúrio. Nesse período, o Sol aquece o asteroide à temperatura aproximada de 750 ºC, que seria quente o suficiente para queimar compostos como o dióxido de carbono ou gelo de água. Por outro lado, os autores ficaram intrigados pela baixa quantidade ou até ausência de gelo no Faetonte, e se perguntaram se o sódio, um composto relativamente abundante em asteroides, poderia ser o causador dessa atividade de cometa.

Joseph Masiero, autor líder do estudo, decidiu investigar o sódio em função das observações da chuva de meteoros doa chuva dos Geminídeas, cujos meteoroides viajam através da atmosfera da Terra e são desintegrados. Antes disso, o atrito com os gases aquece o ar próximo dos meteoroides, gerando luzes cujas cores variam de acordo com os elementos presentes neles — o sódio, por exemplo, é um elemento que não é abundante nesses meteoros, e considerava-se que os objetos perderam o sódio após serem liberados do asteroide.

Para os autores, o sódio pode ter papel essencial para “liberar” os fragmentos do asteroide Faetonte. Eles propõem que, conforme o asteroide se aproxima do Sol, o sódio presente em sua estrutura é aquecido o suficiente para evaporar. Esse processo pode ter esgotado o sódio da superfície no passado, mas ainda havia quantidades do elemento na interior do asteroide, que continuou sendo aquecido e vaporizado, espalhando-se pela superfície através de rachaduras na estrutura da rocha.

Representação da superfície do Faetonte sendo aquecida a ponto de o sódio, no interior do asteroide, ser vaporizado e liberado no espaço (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/IPAC)
Representação da superfície do Faetonte sendo aquecida a ponto de o sódio, no interior do asteroide, ser vaporizado e liberado no espaço (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/IPAC)

Para descobrir se o sódio poderia ser vaporizado e liberado da superfície de asteroides, os pesquisadores testaram amostras do meteorito Allende, que pode ter vindo de um asteroide parecido com o Faetonte. Depois, eles aqueceram fragmentos do meteorito a temperaturas mais altas que aquelas que o asteroide encontraria conforme se aproxima do Sol. Como resultado, eles viram que as emissões de sódio podem ser potentes o suficiente para liberar fragmentos rochosos da superfície do asteroide e, por isso, o sódio “efervescente” pode explicar tanto o brilho do asteroide, parecido com o dos cometas, quanto a ejeção dos meteoroides e até a baixa presença de sódio neles.

Como o Faetonte é um asteroide com gravidade fraca demais, os modelos mostraram que pequenas quantidades de sódio seriam suficientes para ejetar detritos rochosos da superfície dele — não como aconteceria em uma explosão, mas sim um processo constante de efervescência. Por fim, os resultados mostram também a grande complexidade na categorização de pequenos objetos do Sistema Solar. “Nossa descoberta mais recente é que, se as condições forem adequadas, o sódio pode explicar a natureza de alguns asteroides ativos”, explicou Masiero. “Isso torna o espectro entre asteroides e cometas ainda mais complexo do que pensávamos”.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista The Planetary Science Journal.

Fonte: Canaltech

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