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Asteroide estava "escondido" e passou pertinho da Terra no último domingo (31)

·2 min de leitura

Durante a noite do último domingo (31), uma rocha espacial mais ou menos do tamanho de uma geladeira passou acima da Antártida a 3.000 km de altitude. Ou seja, ela esteva razoavelmente próxima do anel de satélites de comunicação em órbitas geoestacionárias e, por isso, este foi considerado o terceiro asteroide que mais se aproximou do nosso planeta sem atingi-lo. Além da proximidade, os astrônomos só descobriram a existência do objeto algumas horas após ele ter ido embora.

O asteroide 2021 UA1 passou “escondido” porque, além de pequeno e escuro, ele veio de um "ponto cego" da direção do Sol, de modo que foi identificado somente 4 horas após ter passado pelo ponto de maior proximidade com a Terra. Como tem apenas 2 metros de diâmetro, o UA1 é pequeno demais para ameaçar nosso planeta e, mesmo que tivesse colidido, é provável que grande parte dele fosse queimada na atmosfera antes de chegar ao solo. Para comparação, considere que o meteoro que explodiu na Rússia em 2013 tinha pelo menos 20 vezes o tamanho do UA1.

Embora o UA1 tenha passado por nós em uma distância considerada curta em termos cósmicos, ele não é o primeiro a ser identificado por isso. Por exemplo, em agosto do ano passado, o asteroide 2020 QG passou pela Terra a 2.900 km, sendo detectado somente seis horas após a visita. Já em novembro, o asteroide 2020 VT4 se aproximou ainda mais e passou pela Terra a cerca de 400 km, ou seja, a uma altitude parecida com aquela a que a Estação Espacial Internacional orbita nosso planeta — ele foi detectado 15 horas após a passagem.

Vale lembrar que o fato de estas três passagens próximas terem ocorrido em um intervalo tão curto não significam que nosso planeta está ameaçado por "enxames" de asteroides. Na verdade, isso sinaliza os avanços das tecnologias de análises do céu e da capacidade de os astrônomos localizarem e rastrearem mais objetos próximos da Terra.

Nosso visitante mais recente veio de um ponto cego que impossibilitou que os astrônomos o identificassem com antecedência, mas isso pode mudar: a NASA está desenvolvendo a missão NEO Surveyor, que terá um telescópio infravermelho que poderá aumentar as chances de identificar asteroides pequenos e discretos como este.

Fonte: Canaltech

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