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Asteroide Didymos e Dimorphos | Como são os alvos da missão DART?

No dia 26 de setembro, a sonda DART se chocará com o asteroide Dimorphos para tentar desviá-lo de sua rota, em um teste de defesa planetária. Mas como é esse asteroide afinal? E seu parceiro binário, Didymos? Vamos conhecê-los melhor.

O asteroide Didymos forma uma dupla binária com Dimorphos — ou seja, estão próximos e orbitam entre si. Nesse caso, o pequeno Dimorphos, de apenas 160 metros de diâmetro, orbita ao redor de Didymos, que tem 780 metros. Por isso, o objeto menor é considerado uma “lua” do Didymos.

À medida que orbitam o Sol, os asteroides se aproximam da órbita da Terra. Em 2003, por exemplo, eles estiveram a 0,048 UA da Terra (UA significa Unidade Astronômica e se refere à distância entre o Sol e a Terra). Quando está do outro lado do Sol, o sistema binário chega ao seu ponto mais distante, a cerca de 3 UA de distância.

Embora sejam considerados objetos próximos à Terra, eles não representam nenhum perigo para nosso planeta (aliás, nenhum asteroide conhecido oferecerá ameaça por muito tempo). Mas são ótimos alvos para uma tentativa de desvio de órbita.

Didymos gira uma vez a cada 2,26 horas — o que é bem rápido —, enquanto sua lua gira em torno de seu gêmeo cerca de uma vez a cada 11,9 horas. Ambos estão separados por uma distância de apenas 1 quilômetro.

Como é o asteroide Didymos e sua "lua" Dimorphos?

Asteroides Didymos e Dimorphos fotografados pela DART (Imagem: Reprodução/NASA JPL DART Navigation Team)
Asteroides Didymos e Dimorphos fotografados pela DART (Imagem: Reprodução/NASA JPL DART Navigation Team)

Normalmente, sistemas binários são considerados também um objeto único, assim como um sistema estelar ou mesmo uma galáxia — todos são vistos como objetos cósmicos com um nome. O par de asteroides é conhecido simplesmente como Didymos.

O maior asteroide do par foi o primeiro a ser descoberto, então carrega o nome que recebeu logo após ter sido encontrado: 65803 Didymos. Anos mais tarde, com a descoberta de sua lua, passou a ser conhecido como Didymos A, enquanto seu satélite recebeu o nome Didymos B. A lua só ganhou o nome Dimorphos em 2020.

Didymos A foi descoberto em 11 de abril de 1996, pelo pesquisador Joseph Montani, e seu nome significa “gêmeo” em grego. Ele tem a forma de um pião com uma borda elevada em sua linha de equador, assim como já vimos em asteroides como Bennu e Ryugu.

Já Didymos B (ou Dimorphos) foi descoberto em 2003, após muita desconfiança de sua existência. Seu nome deriva da palavra grega para "duas formas”. A lua orbita seu gêmeo maior a cada 11 horas e 55 minutos e seu formato é um pouco alongado.

Não se sabe muito sobre a superfície dos asteroides, já que ela não pode ser vista em grande detalhe com os instrumentos da Terra. Mas os cientistas sabem que eles possuem superfícies bastante ásperas e cheia de pedregulhos, sem nenhum tipo de regolito.

É possível que eles sejam feitos de “entulhos”, ou seja, rochas aglomeradas e unidas por um campo gravitacional fraco, exatamente como Bennu e Ryugu. Se este for o caso, os cientistas terão um resultado bem diferente do esperado com o impacto — Dimorphos pode ficar deformado.

Também não se sabe como os asteroides se formaram, inclusive a lua Dimorphos. Existem algumas hipóteses que ainda não foram descartadas, mas talvez a resposta venha após a missão de colidir a espaçonave em Didymoon (apelido dado a Dimorphos).

Uma das propostas para a formação de Dimorphos é que, à medida que o Didymos girava, parte de seu material foi arremessado ao espaço. Essa matéria permaneceu na órbita do asteroide e, eventualmente, se aglutinou para formar uma pequena lua.

Os asteroides Didymos e Dimorphos em uma representação artística (Imagem: Reprodução/NASA)
Os asteroides Didymos e Dimorphos em uma representação artística (Imagem: Reprodução/NASA)

A explicação para Didymos ter uma rotação tão rápida é que a luz infravermelha foi emitida de forma desigual por sua superfície. Isso teria causado um "chute" em um dos lados da rocha, acelerando a rotação. Adicione alguns milhões de anos e isso resulta em uma velocidade rotacional suficiente para ejetar materiais não muito presos ao asteroide.

Fonte: Canaltech

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