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Asteroide Bennu tem superfície como uma "piscina de bolinhas"

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Uma equipe de pesquisadores analisou dados do procedimento de coleta de amostras do asteroide Bennu, conduzido pela sonda OSIRIS-REx em 2020, e se surpreendeu: as partículas que formam a estrutura do objeto são tão "soltas" que, se a nave não tivesse acionado seus propulsores logo após a coleta de uma amostra de rochas e poeira de sua superfície, provavelmente teria afundado nele.

A missão Origins Spectral Interpretation Resource Identification Security - Regolith Explorer (ou apenas "OSIRIS-REx") foi lançada em 2016 com destino ao asteroide Bennu, uma rocha espacial com cerca de 500 m de diâmetro. Ela o alcançou em 2018 e no ano passado ela iniciou a viagem de retorno à Terra, onde deverá deixar o material coletado em 2023.

Os pesquisadores notaram que as partículas que formam o exterior do asteroide estão extremamente desagrupadas, oferecendo pouquíssima resistência — se você pisasse nele, provavelmente acabaria afundando como aconteceria se entrasse em uma piscina de bolinhas. “Se o Bennu fosse completamente compacto, seria uma rocha quase sólida, mas descobrimos muito espaço vazio na superfície”, explicou Kevin Walsh, membro da missão OSIRIS-REx.

Esta não é a primeira vez que o Bennu dá um “susto” nos cientistas: quando a nave o alcançou, em 2018, a equipe da missão descobriu que a superfície dele era coberta por pedregulhos — algo bem diferente da textura suave, como da areia, que eles esperavam com base em observações conduzidas com telescópios espaciais e em solo. Depois, as imagens capturadas pela sonda mostraram uma grande “parede de detritos” saindo do local da coleta de amostras.

O fluxo de detritos intrigou os cientistas, já que a sonda coletou as amostras suavemente e deixou uma cratera de 8 m de diâmetro. Assim, eles analisaram o volume de detritos visíveis nas fotos antes e depois da coleta, junto dos dados de aceleração obtidos durante o pouso da sonda, e descobriram que o asteroide ofereceu resistência muito menor do que o esperado com base em simulações. “No momento em que acionamos nossos propulsores para ir embora da superfície, ainda estávamos afundando em Bennu”, disse Ron Ballouz, cientista da missão.

A informação sobre a superfície do Bennu é importante para os cientistas interpretarem melhor as observações de outros asteroides, contribuindo para a elaboração de missões futuras e até do desenvolvimento de métodos para proteger a Terra de rochas espaciais potencialmente perigosas — asteroides como o Bennu, com estrutura pouco compacta, podem se romper na atmosfera terrestre, oferecendo riscos diferentes daqueles dos asteroides sólidos.

As descobertas foram descritas em estudos publicados nas revistas Science e Science Advances.

Fonte: Canaltech

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