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Asteroid Day: Movimento global alerta para os riscos reais de uma colisão catastrófica de um asteroide com a Terra

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Asteroid Day: Movimento global alerta para os riscos reais de uma colisão catastrófica de um asteroide com a Terra
Asteroid Day: Movimento global alerta para os riscos reais de uma colisão catastrófica de um asteroide com a Terra

Durante a última Conferência de Defesa Planetária realizada no final de abril, um exercício desenvolvido pela Nasa e pela ESA simulou a descoberta de um asteroide em rota de colisão com a Terra. A conclusão foi que, mesmo a descoberta ocorrendo com 6 meses de antecedência, nada poderia ser feito para evitar o impacto catastrófico.

Esquerda: área provável do impacto do asteroide fictício 2021 PDC. Direita: Áreas atingidas (na área em vermelho, não haveriam sobreviventes). Créditos: JPL/NASA
Esquerda: área provável do impacto do asteroide fictício 2021 PDC. Direita: Áreas atingidas (na área em vermelho, não haveriam sobreviventes). Créditos: JPL/NASA

Se isso lhe deixou preocupado, saiba que você não está sozinho. Essa preocupação motiva um dos maiores movimentos globais da atualidade: o Asteroid Day.

O Asteroid Day é celebrado anualmente no dia 30 de junho, aniversário do Evento de Tunguska, o maior evento de impacto da história recente da humanidade, que devastou mais de 2 mil quilômetros quadrados de floresta na Sibéria, em 1908.

Astrônomo Real Lord Martin Rees, apoiador, cineasta Grig Richters, e guitarrista do Queen, Dr. Brian May, fundadores do Asteroid Day. Créditos: Max Alexander/asteroidday.org
Astrônomo Real Lord Martin Rees, apoiador, cineasta Grig Richters, e guitarrista do Queen, Dr. Brian May, fundadores do Asteroid Day. Créditos: Max Alexander/asteroidday.org

Muita gente acredita que a Nasa nos protege de todo o mal que venha do espaço. A Nasa é, de longe, a agência que mais investe na busca e caracterização de asteroides potencialmente perigosos. Mas ela não é a única. Essa responsabilidade é dividida com as principais agências espaciais do mundo e também com alguns astrônomos amadores.

O problema é que, mesmo com todo esse esforço, só descobrimos aproximadamente 1% dos cerca de 1 milhão de asteroides que podem atingir nosso planeta. Isso pode ser claramente percebido quando observamos o mapa que mostra os impactos de pequenos asteroides com a Terra, desde 1988, detectados pela rede internacional de sensores de infrassom. Dos mais de 800 impactos registrados, apenas 4 foram de asteroides descobertos ainda no espaço, antes de atingir a Terra. E nenhum deles foi descoberto com mais de 24 horas de antecedência.

Impactos de pequenos asteroides com a Terra, desde 1988. Dos mais de 800 registrados, apenas 4 foram de asteroides descobertos ainda no espaço. Créditos: JPL/NASA
Impactos de pequenos asteroides com a Terra, desde 1988. Dos mais de 800 registrados, apenas 4 foram de asteroides descobertos ainda no espaço. Créditos: JPL/NASA

Para nossa sorte, nenhum deles tinha grande potencial destrutivo. O maior atingiu a cidade russa de Chelyabinsk em 2013, mas só deixou 2 mil pessoas feridas e algumas janelas quebradas. Um asteroide como o de Tunguska, por exemplo, teria potencial para varrer do mapa uma cidade do tamanho de São Paulo. Mas o que poderíamos fazer para evitar isso?

Foto feita em 1929 da região da Sibéria devastada pelo Evento de Tunguska em 1908. Créditos: Leonid Kulik
Foto feita em 1929 da região da Sibéria devastada pelo Evento de Tunguska em 1908. Créditos: Leonid Kulik

Não quero desanimar ninguém, mas atualmente é mais fácil mover a cidade de lugar do que evitar o impacto. O desenvolvimento de tecnologias que permitam desviar asteroides em rota de colisão com a Terra, é uma das bandeiras do Asteroid Day. Até já existem algumas ideias, mas nenhuma foi amplamente testada e todas elas precisam de uma boa antecedência para funcionar.

Então, se quisermos ter alguma chance no futuro, temos que começar a agir desde já. Precisamos de maiores investimentos na busca por asteroides potencialmente perigosos, e precisamos discutir o que fazer caso algum seja detectado à caminho da Terra. O ideal seria desviar sua trajetória, mas também poderíamos tentar fragmentá-lo com explosivos ou, no pior dos casos, buscar ações para minimizar os danos do impacto.

Missão DART pretende avaliar a eficiência da técnica de desvio de um asteroide a partir do impacto de um projétil. Fonte: ESA
Missão DART pretende avaliar a eficiência da técnica de desvio de um asteroide a partir do impacto de um projétil. Fonte: ESA

De toda forma, a conscientização é o primeiro passo. Por isso, o Asteroid Day incentiva a realização de atividades e ações que visem conscientizar a população sobre os riscos reais de um impacto catastrófico, e o que podemos fazer para evitá-lo ou minimizar seus danos.

Estima-se que um asteroide como o de Tunguska atinja a Terra a cada 300 anos em média. Ainda não temos como prever quando ocorrerá o próximo impacto como esse, mas sabemos que uma hora ou outra, vai ocorrer. Por isso, precisamos, cada vez mais, unir nossos esforços para encontrar esse asteroide antes que ele encontre a gente.

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