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Asteroid Day: como a ciência pretende desviar asteroides no futuro

·4 minuto de leitura
Asteroid Day: como a ciência pretende desviar asteroides no futuro
Asteroid Day: como a ciência pretende desviar asteroides no futuro

Já sabemos que se descobríssemos hoje um asteroide vindo em direção à Terra não poderíamos fazer nada para evitar o impacto. Isso foi exposto recentemente com um experimento coordenado pela Nasa na Conferência de Defesa Planetária, o que deixou muita gente apreensiva. Mas como a ciência pretende fazer isso no futuro?

Em matéria de defesa planetária, já foram apresentadas uma série de ideias criativas para desviar um asteroide que possa estar a caminho da Terra. Uma delas propõe pintar o asteroide para alterar o efeito Yarkovsky, que gera uma pequena força sobre um corpo em rotação devido à sua radiação térmica. Outra ideia muito bem aceita é a do trator gravitacional, uma espaçonave bastante massiva, que poderia desviar um asteroide apenas se aproximando dele. Sua interação gravitacional com a rocha espacial seria capaz de provocar uma pequena alteração em sua órbita, e se isso fosse feito durante vários anos, a órbita poderia ser significativamente alterada, impedindo um possível impacto com a Terra.

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O problema é que essas e outras várias boas ideias, por enquanto, estão apenas na ideia mesmo. Parte por falta de tecnologia, parte por falta de investimentos. Mas recentemente, tivemos alguns bons avanços nesse campo. O mais importante deles é a missão AIDA-DART, desenvolvida em parceria entre as agências espaciais americana e europeia.

Missão AIDA-DART

O objetivo principal da missão é avaliar os efeitos do impacto de um projétil contra um asteroide. E o alvo escolhido é o Asteroide Didymos, que possui uma mini-lua chamada Dimorphus, ou Didymoon, para os íntimos.

Imagem ilustrativa da Missão AIDA-DART
Imagem ilustrativa da Missão AIDA-DART. Créditos: ESA/Nasa

Na ideia original, a ESA enviaria uma sonda, chamada AIDA, que entraria em órbita do sistema Didymos e faria uma série de medições e análises do asteroide e sua lua. Em seguida, a NASA enviaria uma segunda sonda, a DART, que atingiria Dimorphus em alta velocidade. Os efeitos desse impacto seriam monitorados pela AIDA.

Infelizmente, questões políticas e financeiras alteraram o planejamento europeu e adiaram o lançamento da AIDA. Com isso, ela só deve chegar à Didymos em 2027, cinco anos depois do impacto da DART, que deve ocorrer no ano que vem, e agora deve ser monitorado por telescópios terrestres e por um cubesat italiano.

O sucesso desses testes podem nos indicar um caminho para desviar asteroides a partir de projéteis cinéticos. Mas já dá para perceber que precisamos de muito tempo de antecedência para planejar e realizar uma missão como essa.

A solução russa

E se nada disso der certo, quem poderá nos defender? Os russos! Já há algum tempo, a Rússia vem trabalhando em uma série de pesquisas que podem criar o que seria a nossa última linha de defesa contra essas rochas espaciais: as bombas nucleares.

Por conta de acordos internacionais que proíbem explosões nucleares no espaço, os testes estão se limitando aos laboratórios, mas já indicam que as bombas podem ser bem sucedidas para explodir um asteroide ou para desviá-lo, caso sejam detonadas próximas à ele. Para isso, seria utilizada uma tecnologia que já existe: os mísseis balísticos intercontinentais. Em uma situação de emergência, os mísseis poderiam ser preparados em apenas 10 dias, caso houvesse anuência das autoridades.

Rússia planeja utilizar seus mísseis balísticos intercontinentais contra asteroides próximos à Terra
Rússia planeja utilizar seus mísseis balísticos intercontinentais contra asteroides próximos à Terra. Fonte: Raytheon

Os russos pretendem testar essa solução com o temido Asteroide Apophis, durante sua aproximação em 2036. Mas antes precisam convencer a comunidade internacional de que isso não traria consequências indesejáveis. Não agrada muito a ideia de ter uma nuvem de asteroides radioativos no caminho da Terra, caso algo de errado ocorresse nessa abordagem.

Asteroid Day

A busca por soluções para proteção da Terra contra os asteroides potencialmente perigosos, assim como as ações de conscientização a respeito desses objetos, fazem parte do movimento global Asteroid Day, celebrado anualmente em 30 de junho, dia do maior evento de impacto da história recente da humanidade ocorrido em Tunguska, na Sibéria, em 1908. Eventos como o de Tunguska são muito raros, mas eles sempre ocorreram e devem continuar a ocorrer. Por isso, o Asteroid Day promove essas ações, para que a humanidade esteja preparada para o próximo grande impacto.

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