Associações pleiteiam imóveis de até R$ 750 mil no SFH

As associações que representam o mercado imobiliário encaminharam ao Ministério da Fazenda, em dezembro, uma proposta para aumentar de R$ 500 mil para R$ 750 mil o limite de imóveis que se enquadram no Sistema Financeiro da Habitação (SFH). "No fim do primeiro trimestre deste ano devemos ter uma sinalização do governo federal se poderá mudar isso ou não", afirmou nesta quarta-feira Octavio de Lazari Junior, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

A proposta foi feita em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) e o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). Se aprovada pelo governo federal, os compradores de imóveis de até R$ 750 mil serão beneficiados pelos juros mais baixos do SFH, além da possibilidade de utilizarem os recursos do FGTS para aquisição do imóvel. "Com essa medida, acreditamos que podemos movimentar o mercado", disse Lazari.

O presidente da Abecip argumentou que o limite do SFH já está há três anos sem alterações e que, nesse período, o mercado imobiliário passou por um crescimento "substancial", com forte elevação do preço dos imóveis, principalmente nas cidades de grande porte. "Hoje tem uma camada da população que poderia ser atendida, mas que não está podendo se valer do benefício ainda", explicou.

De acordo com dados da Abecip, cerca de 92% dos financiamentos são feitos atualmente dentro do SFH. Se o novo teto for aprovado, essa fatia poderia aumentar para até 94%, segundo estimativa de Lazari. O presidente da Abecip acrescentou que não acredita em um aumento nos preços de imóveis caso as condições de financiamento sejam facilitadas, uma vez que "não é tão grande" o número de novos compradores beneficiados.

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