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Associação de canais fecha grandes serviços de IPTV pirata

Felipe Demartini
·2 minuto de leitura

A Coalizão Internacional de Emissoras Contra a Pirataria (IBCAP, na sigla em inglês) anunciou nesta semana um movimento voltado ao fechamento de serviços piratas de IPTV sediados na América do Norte. De acordo com a organização, a ideia é realizar ações judiciais coordenadas contra diferentes fornecedores desse tipo de serviço, em uma série de processos que já resultaram em mais de US$ 18 milhões em multas e indenizações, além do fechamento de pelo menos duas plataformas do tipo nos últimos meses.

A vitória judicial mais recente da IBCAP, que representa mais de 140 emissoras de televisão ao redor do mundo e, inclusive, no Brasil, aconteceu na última semana, com o fechamento de plataformas de forma simultânea aprovado pela justiça americana. Um tribunal federal do estado americano do Texas sentenciou os responsáveis pelas plataformas a pagarem um total de US$ 16,8 milhões por violações intencionais de direitos autorais, além de conceder a transferência de 15 domínios para os associados da coalizão, incluindo aquele pertencente ao Free TV All, uma das maiores plataformas de canais pirateados em operação na América do Norte.

O processo também segue uma ação bem-sucedida contra a East IPTV, uma das maiores fornecedoras globais de acesso irregular a emissoras pagas. A decisão, concedida em fevereiro, resultou em indenizações de US$ 2,7 milhões à membros da IBCAP, entre valores aplicados contra a operadora e também serviços de hospedagem usados pelo serviço. Novamente, os domínios foram transferidos para a Dish Network, empresa americana que opera a plataforma Sling, de TV por assinatura via internet.

Mais de 20 ações judiciais bem-sucedidas contra a pirataria de IPTVs em 5 anos

De acordo com o comunicado da IBCAP, no total, já são mais de 20 ações judiciais bem-sucedidas, que resultaram no fechamento de plataformas piratas de IPTV ao longo dos últimos cinco anos, com mais a caminho. De acordo com Chris Kuelling, diretor executivo da coalizão, os processos não se aplicam somente a hospedagens e plataformas em si, mas também varejistas que vendam dispositivos ou o próprio acesso irregular aos canais, assim como indivíduos que comercializam esse tipo de serviço.

Kuelling compara, ainda, a venda de tais plataformas com a comercialização de um produto com defeito, já que, com o encerramento das plataformas, os clientes ficam sem acesso aos canais e, também, sem o dinheiro de assinatura pago aos fornecedores irregulares. Para o executivo, se trata, também, de um trabalho de conscientização dos consumidores na hora de tomar decisões sobre a contratação de serviços assim.

As ações são realizadas após um monitoramento online feito pela NAGRA, especializada em soluções de segurança para o mercado de entretenimento. A partir destes sistemas, a coalizão coleta evidências de funcionamento e identifica os responsáveis pela prática de pirataria, com a ação legal que leva ao fechamento dos serviços e punição dos responsáveis vindo na sequência.

Fonte: Canaltech

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