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Assembleia do Rio elege 5 deputados para tribunal que julgará impeachment de Witzel

Cristian Klein
·3 minutos de leitura

Além de parlamentares, comissão mista que apreciará o processo de afastamento será composto por cinco desembargadores Numa sessão confusa, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) elegeu hoje os cinco deputados que farão parte do tribunal misto que julgará o processo de impeachment do governador afastado Wilson Witzel (PSC). O presidente da Casa, André Ceciliano (PT), chegou a anunciar o resultado preliminarmente, mas depois, ao longo de quase quatro horas, houve duas recontagens para se decidir sobre a última vaga. Os vitoriosos foram Alexandre Freitas (Novo), Chico Machado (PSD), Waldeck Carneiro (PT), Dani Monteiro (PSol) e Carlos Macedo (Republicanos), que empatou com Anderson Moraes (PSL) mas foi eleito por ser mais velho. Havia outros três deputados na disputa - Renan Ferreirinha (PSB), Felippe Poubel (PSL) e Alana Passos (PSL). A primeira recontagem precisou ser refeita devido a resultados distintos anotados por parlamentares e à pequena margem para a ocupação da quinta vaga. A sessão foi interrompida por 45 minutos e, na retomada, Ceciliano disse que havia um "empate técnico" entre Moraes e Macedo, ambos com 34 votos. O petista anunciou os números da nova apuração, mas não proclamou o resultado. A sessão seguiu com a apreciação de propostas legislativas enquanto uma segunda recontagem foi feita, dessa vez ouvindo a gravação, pela transmissão de TV, dos votos dos deputados, que se manifestaram em plenário ou por videoconferência. Dos 70 parlamentares da Alerj, 67 votaram em cinco nomes de preferência, e a expectativa era que o resultado refletisse um suposto consenso preestabelecido na Casa. Isso incluía a participação de Moraes, um ferrenho opositor de Witzel e integrante do PSL, maior bancada na Alerj, com nove integrantes. A entrada, na reta final, de outros dois deputados do partido, Poubel e Alana, mostrou não só a descoordenação do PSL, permitindo a divisão de votos, mas também o racha interno. Moraes, por exemplo, deixou de ser votado por Alana, Gustavo Schmidt e Rodrigo Amorim. Ambos preferiram escolher até Waldeck Carneiro, do antagônico PT, a votar no colega de legenda. Após as recontagens, Alexandre Freitas e Chico Machado mantiveram-se como os mais votados, com os mesmos 55 e 54 votos, respectivamente; Waldeck Carneiro passou de 50 para 51; Dani Monteiro, de 38 para 37; e Anderson Moraes manteve os 34, mas foi alcançado por Carlos Macedo, que tinha 33 na primeira contagem. Renan Ferreirinha manteve os 33, seguido por Felippe Poubel, com 20; e Alana Passos, com 9. Houve 8 abstenções. Ontem, o Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) sorteou os cinco desembargadores que completam a comissão: Fernando Foch Arigony da Silva, Inês da Trindade Chaves de Melo, José Carlos Maldonado de Carvalho, Maria da Glória Oliveira Bandeira de Mello e Teresa de Andrade Castro Neves. O tribunal misto será presidido pelo presidente do TJ-RJ, Claudio de Mello Tavares, que pretende convocar a sessão de instalação nesta sexta-feira, quando será aprovado o procedimento a ser adotado no processo de impeachment e sorteado o relator do processo. Em seguida, a defesa será intimada a se manifestar em até 15 dias. São necessários dois terços do tribunal (7 votos) para que Witzel seja cassado e perca os direitos políticos. Tribunal misto que julgará o impeachment do governador afastado do Rio será composto por desembargadores e deputados Carlos Magno via Fotos Públicas