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Assembleia Geral da ONU aprova resolução condenando golpe em Mianmar

·2 minuto de leitura

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - A Assembleia Geral da ONU aprovou nesta sexta-feira (18) uma resolução não vinculativa condenando o golpe em Mianmar e apelando a "todos os Estados-membros que impeçam o fluxo de armas" para o país.

O texto também exorta as Forças Armadas birmanesas a libertar presos políticos, incluindo a líder civil deposta em fevereiro, Aung San Suu Kyi.

"O risco de uma guerra civil em larga escala é real", disse a enviada especial da ONU a Mianmar, Christine Schraner Burgener, após a votação. "A oportunidade de reverter o golpe militar está se esgotando."

O texto foi aprovado por 119 nações, enquanto outras 36 se abstiveram, incluindo a China --principal apoiador de Mianmar-- e a Rússia.

Só Belarus votou contra, o que impediu a aprovação por consenso da resolução, como pretendiam os seus autores, e impôs uma votação pública, em que todos os 193 países da ONU foram obrigados a revelar sua escolha.

Dos dez integrantes da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) que participaram da negociação do texto, iniciada por Liechtenstein, apenas quatro se abstiveram: Brunei (atual presidente da associação), Camboja, Laos e Tailândia.

Mianmar, representada pelo embaixador Kyaw Moe Tun, destituído após o golpe de fevereiro, mas ainda no cargo, paradoxalmente votou a favor do texto.

A Assembleia Geral da ONU raramente adota resoluções condenando golpes militares.

"Esta é a condenação mais ampla e universal da situação em Mianmar até hoje", disse o embaixador da União Europeia (UE) na ONU, Olof Skoog.

"A UE está orgulhosa da resolução que acaba de ser aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Ela envia uma mensagem forte e poderosa. Deslegitima a junta militar, condena os abusos e a violência contra o seu próprio povo e mostra o seu isolamento aos olhos do mundo", acrescentou.

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