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Assédio é o principal problema dos ônibus em SP, aponta pesquisa

Rogerio de Santis/Futura Press

Uma pesquisa divulgada nesta semana mostra que o assédio é considerado o problema mais grave nos ônibus em São Paulo. Os dados, coletados pela Rede Nossa São Paulo apontam que o problema supera até a demora e a superlotação no transporte público. No geral, o quesito recebeu nota 2,6 em uma escala que ia de 1 a 10

O estudo, que ouviu 1.603 moradores da cidade de São Paulo, com idade a partir de 16 anos, entre o final de agosto e o início de setembro, pediu que os participantes analisassem e atribuíssem uma nota a 14 itens como preço da passagem, lotação, assédio e demora para chegar. 62% dos usuários de transporte público atribuíram notas 1 e 2 no item, índice mais baixo registrado na pesquisa. E para as mulheres, como se pode imaginar, esse é um problema que incomoda mais. Quase 70% delas indicaram notas baixas para a questão, enquanto 54% fizeram os mesmos.

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O assédio sexual também é um problema mais percebido por pessoas com menor renda e escolaridade e nos extremos norte e sul da capital. Segundo a pesquisa, o problema foi descrito como crítico por 68% dos entrevistados, na zona sul, e 56% na zona norte.

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