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Aspecto inchado do Coração de Dom Pedro I pode ter algumas explicações

Para as comemorações do bicentenário da Independência do Brasil, o coração de Dom Pedro I está novamente em terras brasileiras e ficará em exibição para o público até o dia 5 de setembro. No entanto, o aparente inchaço e os contornos arredondados do coração do primeiro imperador do país geram debates entre os cientistas. A questão pode envolver o líquido em que está embebido.

Antes de entendermos as possíveis explicações sobre o porquê do órgão aparentar maior inchaço do que o esperado, vale contar que o coração e corpo de Dom Pedro I foram separados por uma decisão do próprio imperador. O motivo por trás desse acontecimento está diretamente associado com a história de Portugal e a guerra pela reconquista, onde teve a população da cidade do Porto como aliada.

Possíveis alterações no coração de Dom Pedro I

Desde da morte de Dom Pedro I por tuberculose, o coração do primeiro imperador do Brasil é preservado. Isso significa que há mais de 187 anos este órgão é mantido em segurança e, em algumas ocasiões, foi exposto ao público, como ocorre atualmente no Brasil.

"A exposição ao calor e a luz danificam as peças, pela mesma razão que os quadros, entre outras peças de museu, não devem ficar expostos ao Sol ou calor. A imagem que temos de um laboratório farmacêutico ou de ciência é de uma sala cheia de frascos com vidros escuros, justamente para evitarmos os processos químicos induzidos pelo calor pela exposição à forte luz natural, que favorecem reações químicas", explica Carlos Durão, médico e perito legista português, para o jornal Folha de S. Paulo.

Por que o órgão estaria mais inchado?

No entanto, pesquisadores brasileiros levantam outra hipótese para explicar o suposto inchaço do coração de Dom Pedro I. Para o grupo, a questão está mais relacionada com a substância em que o órgão foi embebido e é preservado há quase 190 anos.

"Não há nenhuma informação específica sobre em que líquido o coração está embebido", afirma Carlos Augusto Gonçalves Pasqualucci, médico e professor do departamento de patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Não era formol?

A informação de que não se sabe qual a substância envolve o coração pode surpreender, já que é parte do senso comum falar que ele está mergulhado em formol. Para contradizer esse mito, os pesquisadores lembram que Dom Pedro I morreu em 1834, ou seja, duas décadas antes da descoberta do formol.

Por causa disso, a hipótese recorrente é de que os portugueses tenham utilizado a substância espírito de vinho, que é extraída dessa bebida alcoólica e era comum na época, pelo menos nos primeiros anos. Só que, até hoje, a real composição do líquido nunca foi divulgada e não se sabe se esta substância foi alterada ao longo dos anos.

"O formol normalmente não faz isso. Ele faz a fixação, mas normalmente não aumenta. Nós temos uma vasta experiência aqui [na USP], com vários órgãos acondicionados em formol há mais de 70 ou 80 anos, e as peças não mudam de tamanho", pontua o professor Pasqualucci.

A seguir, confira um vídeo da Euronews em que é possível observar o coração de Dom Pedro I — em Portugal, o imperador era conhecido como Dom Pedro IV — e o suposto inchaço:

Fonte: Canaltech

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