Mercado fechado
  • BOVESPA

    108.487,88
    +1.482,66 (+1,39%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.518,30
    +228,39 (+0,45%)
     
  • PETROLEO CRU

    110,35
    +0,46 (+0,42%)
     
  • OURO

    1.845,10
    +3,90 (+0,21%)
     
  • BTC-USD

    29.378,45
    +53,74 (+0,18%)
     
  • CMC Crypto 200

    650,34
    -23,03 (-3,42%)
     
  • S&P500

    3.901,36
    +0,57 (+0,01%)
     
  • DOW JONES

    31.261,90
    +8,77 (+0,03%)
     
  • FTSE

    7.389,98
    +87,24 (+1,19%)
     
  • HANG SENG

    20.717,24
    +596,56 (+2,96%)
     
  • NIKKEI

    26.739,03
    +336,19 (+1,27%)
     
  • NASDAQ

    11.838,00
    -40,25 (-0,34%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,1528
    -0,0660 (-1,26%)
     

De asgardianos ao Olimpo: quantos Deuses existem no MCU?

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·8 min de leitura
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.

Tanto quanto o multiverso, a mais recente fase do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU, na sigla em inglês) vem flertando muito também com o lado mítico do mundo dos super-heróis. Vimos a criação do mundo em Eternos, nos deparamos com as entidades egípcias em Cavaleiro da Lua e agora o primeiro teaser de Thor: Amor e Trovão deixou claro que, além dos asgardianos, as divindades da mitologia grega também existem nesse universo.

Esse pezinho no mitológico é algo que sempre existiu no MCU, afinal o fato de Thor ser uma divindade nórdica sempre manteve essa temática tangenciando as histórias que acompanhamos ao longo da última década. A diferença é que, agora, temos vários outros panteões aparecendo.

Assim, fica a grande dúvida: quantos deuses existem no MCU? E, o mais importante, como Kevin Feige e seus roteiristas estão costurando essa salada mítica de modo a fazer com que essas divindades tão distintas coexistam com os deuses modernos, como os próprios Vingadores?

A solução Asgard

Sendo bem sincero, dificilmente Thor: Amor e Trovão ou qualquer outra produção do MCU vá se preocupar em explicar ao certo como funciona essa dinâmica entre deuses e o que é verdade e o que é mito nessa bagunça toda. Já são 14 anos de histórias até aqui e o máximo que tivemos foram algumas respostas bastante vagas sendo pinceladas.

E é essa resposta meio vaga o grande ponto de partida que o MCU nos deu para entender a existência e a própria relação entre os deuses que existem nesse universo.

Segundo o que foi estabelecido em Thor, os asgardianos foram interpretados pelos humanos como deuses e incorporaram suas histórias à sua mitologia (Imagem: Reprodução/Marvel Studios)
Segundo o que foi estabelecido em Thor, os asgardianos foram interpretados pelos humanos como deuses e incorporaram suas histórias à sua mitologia (Imagem: Reprodução/Marvel Studios)

No primeiro Thor, quando o herói chega à Terra pela primeira vez, é explicado que os asgardianos não são exatamente deuses como os humanos antigos acreditavam. Pelo que é explicado, eles nada mais são do que aliens como tantos outros que vivem em algum canto da galáxia e que, ao chegarem à Terra — a qual eles tratavam como Midgard, uma das partes dos Nove Reinos —, foram interpretados como divindades e suas histórias se tornaram parte da mitologia daquele povo.

Essa é uma saída bastante simples de conciliar todo o lado mítico do qual a Marvel se apropriou da cultura nórdica com o elemento fantástico do MCU. Isso permite a existência de todo o panteão escandinavo, de Thor e Loki até os gigantes de gelo, Hela, Surtur e o próprio Ragnarok em paralelo com outros povos tão antigos quanto a própria Asgard — como é o caso dos Eternos.

Eternos e o erro de comunicação

Essa saída asgardiana é bem parecida com aquilo que vimos em Eternos. Da mesma forma que Thor e seu povo, Ikaris, Makkari e Sersi também foram erroneamente interpretados pelos humanos da Antiguidade, que viram nesses seres imortais uma espécie de divindade e incorporaram suas histórias às suas culturas.

Thena era tão poderosa que os humanos a trataram como deus da guerra e ela virou Atena (Imagem: Reprodução/Marvel Studios)
Thena era tão poderosa que os humanos a trataram como deus da guerra e ela virou Atena (Imagem: Reprodução/Marvel Studios)

Isso é algo que é explicitado no filme quando a Duende conta para os sumérios as aventuras do eterno Gilgamesh ao lado de seu amigo Enkidu, sugerindo que foi a partir desse relato que surgiu a epopeia mesopotâmica. Da mesma forma, o longa também revela que os gregos antigos transformaram Thena e Phastos nos deuses Atena e Hefesto, por exemplo.

Esse sempre foi o grande charme dos personagens tanto no MCU quanto nos quadrinhos. Quando os Eternos foram criados por Jack Kirby, em 1976, foi justamente essa mistura de mitologia com ficção científica que chamou a atenção. E o cinema soube brincar muito bem com isso ao mostrar esses diferentes povos coexistindo na galáxia — como quando Kingo diz que conheceu Thor quando o Deus do Trovão ainda era uma criança em Asgard.

Os mistérios egípcios

Como se não bastasse toda essa salada, o MCU ainda encontrou espaço para trazer a mitologia egípcia para a brincadeira. Só que, no caso de Cavaleiro da Lua, há uma diferença fundamental nisso tudo: ao contrário dos asgardianos e dos eternos, não há qualquer menção ao fato de Osíris, Rá e todas as divindades do Nilo serem alienígenas. Na verdade, o que vimos até agora na série é algo bem mais divino mesmo.

Até agora, não foi dito nada sobre Khonshu e sua trupe serem alienígenas (Imagem: Divulgação/Marvel Studios)
Até agora, não foi dito nada sobre Khonshu e sua trupe serem alienígenas (Imagem: Divulgação/Marvel Studios)

A série ainda está na metade e tudo pode mudar até o fim da temporada, mas o comportamento e as habilidades de Khonshu realmente são bem únicas. Basta lembrar que ele reorganizou as estrelas no céu só para permitir que Steven Grant pudesse olhar as estrelas de eras atrás — algo que nenhum outro pseudo deus do MCU fez até então.

Além disso, é mostrado que esses deuses são tão poderosos que são capazes de possuir humanos, escolhendo alguns para serem seus avatares, como é o caso do próprio Steven/Marc.

Os deuses egípcios não só existem como têm avatares humanos no MCU (Imagem: Divulgação/Marvel Studios)
Os deuses egípcios não só existem como têm avatares humanos no MCU (Imagem: Divulgação/Marvel Studios)

E o fato de eles serem deuses ao invés de uma raça alienígena é interessante, pois significa que eles não existem em um planeta distante como Asgard. Não fica claro onde Khonshu está quando não fica assombrando o personagem de Oscar Isaac, mas tudo leva a crer que é algum plano diferente do nosso — e isso os mantém também um tanto desconectados dos demais panteões.

Os Celestiais e a cosmogonia do MCU

Se a gente for um pouco mais além, vamos esbarrar na fatídica pergunta: o que é que faz um deus? Fugindo das discussões filosóficas e metafísicas que essa questão pode trazer, podemos simplificar essa ideia como um ser poderoso capaz de criar e reger a vida. E, nesse caso, os próprios Celestiais podem ser vistos dessa forma dentro do MCU.

Os Celestiais podem ser vistos como as verdadeiras divindades do MCU (Imagem: Divulgação/Marvel Studios)
Os Celestiais podem ser vistos como as verdadeiras divindades do MCU (Imagem: Divulgação/Marvel Studios)

Como vimos em Eternos, essas entidades colossais foram os verdadeiros responsáveis por criar a vida não apenas na Terra, mas em todo o universo — mesmo que, para isso, tenham destruído alguns planetas no processo. Mais uma vez, é aquela mistura de narrativa mítica com elementos científicos: o Big Bang nada mais é do que a explosão de vida que vai criar um Celestial e dar vida a bilhões de seres pelas galáxias.

E eles são tão vistos como deuses que há até mesmo uma devoção religiosa dos Eternos com essas entidades. Na verdade, é justamente esse conflito entre fé e dogma contra a luta pela vida que norteia o roteiro do filme, com Ikaris se mostrando extremamente devoto a esse propósito maior dados por esses deuses espaciais.

Isso faz deles algo divino? Claro que não, já que eles seguem a lógica do MCU e são apresentados apenas como uma raça alienígena muito poderosa — primordial, talvez —, mas ainda assim mortal. Não por acaso, Luganenhum é a cabeça de um Celestial morto que virou um entreposto comercial nos confins do universo.

O Vigia como guardião do destino também tem um pezinho no divino (Imagem: Divulgação/Marvel Studios)
O Vigia como guardião do destino também tem um pezinho no divino (Imagem: Divulgação/Marvel Studios)

Da mesma forma, também podemos interpretar que os Vigias podem ser um tipo de divindade do MCU. Afinal, Uatu e toda sua raça de aliens cabeçudos são os grandes guardiões do destino: seres poderosos o suficiente para olharem tudo o que aconteceu, acontece e acontecerá — inclusive em múltiplas realidades. Essa é uma figura que está presenta em várias mitologias, seja das Moiras entre os gregos ou as Nornas entre os nórdicos.

E onde entram os Deuses Gregos?

Além de ter mostrado a Poderosa Thor, o trailer de Thor: Amor e Trovão mostrou que os deuses gregos vão ser finalmente apresentados ao MCU. Vimos muito pouco disso, apenas um breve vislumbre do que é o Olimpo e uma muito rápida aparição de Zeus, vivido aqui por Russell Crowe.

Devo dizer que esse raio de Zeus ta bem parecido com o raio do Shazam (Imagem: Reprodução/Marvel Studios)
Devo dizer que esse raio de Zeus ta bem parecido com o raio do Shazam (Imagem: Reprodução/Marvel Studios)

O ponto é que o teaser não dá nenhuma dimensão do que podemos esperar dos olimpianos. Muito provavelmente, eles também serão essa raça alienígena que vive em um canto da galáxia, que tiveram contato com os humanos em algum momento e foram tratados como deuses por suas habilidades especiais. Isso, é claro, até Gorr chegar e mostrar por que ele é chamado de Carniceiro dos Deuses.

Ao mesmo tempo, a introdução do Olimpo pode criar algumas incongruências nessa salada mitológica do MCU. Afinal, se a humanidade interpretou parte dos Eternos como os deuses das mitologias que conhecemos, como Zeus e companhia se encaixam nisso tudo? A própria ideia do Olimpo, em tese, era para ser uma interpretação de Olympia, o mundo-natal dos Eternos e não esse planeta que Thor vai visitar.

Primeiro vislumbre do Olimpo traz um mundo tão complexo quanto a própria Asgard (Imagem: Reprodução/Marvel Studios)
Primeiro vislumbre do Olimpo traz um mundo tão complexo quanto a própria Asgard (Imagem: Reprodução/Marvel Studios)

Sendo bem honesto, dificilmente vamos ver essa questão ser abordada em Amor e Trovão. Muito provavelmente, os deuses gregos vão aparecer apenas para serem mortos por Gorr e, quem sabe, introduzir o herói Hércules em algum momento no futuro do MCU.

Toda essa questão de “eram os deuses astronautas” é algo que só a gente, um bando de nerd maluco, gosta de ficar quebrando a cabeça. Só que é justamente nessa brincadeira de transformar cultura pop em nossa própria mitologia moderna que está a verdadeira graça de tudo.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos