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As empresas que apoiam os protestos contra o racismo nos Estados Unidos

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Foto: Getty Images
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'Black Lives Matter', ou 'Vidas Negras Importam', é o lema oficial da onda de protestos contra o racismo que vem varrendo os Estados Unidos desde a morte de George Floyd, um homem negro que morreu asfixiado por um policial branco no fim de maio.

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Além de centenas de milhares de pessoas, o movimento ganhou o apoio também de grandes empresas multinacionais. Nike, Twitter e Neflix são algumas das marcas que apoiaram a luta pela igualdade racial com palavras e, em alguns casos, com dinheiro e atitudes.

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Uma das primeiras empresas a aderir ao movimento, a Netflix partilhou da mesma postura que a sua matriz nos EUA aqui no Brasil, citando outras vítimas do racismo estrutural, como o do jovem João Pedro, morto aos 14 anos durante uma operação da polícia na periferia de em São Gonçalo (RJ).

A gigante Amazon, no Brasil, compartilhou o post da Netflix – empresa de quem é concorrente no setor de serviços de streaming, contra o seu Amazon Prime Video.

O Twitter, rede social que comprou briga com o presidente dos EUA, Donald Trump, ao ocultar um de seus tweets criticando protestos violentos, também aderiu à campanha Black Lives Matter. A conta oficial da empresa mudou a foto de perfil e a brasileira publicou um manifesto.

A Sony, empresa japonesa de tecnologia responsável pelo console PlayStation, além de aderir à campanha também decidiu adiar um evento em que revelaria os primeiros jogos do seu novo videogame, o PlayStation 5, dizendo que "agora não é momento para celebração".

A marca de produtos esportivos Nike aderiu ao movimento com uma nova campanha publicitária pedindo que as pessoas "não finjam que não há algo de errado com a América".

A eterna rival Adidas acompanhou a Nike dizendo "juntos é como seguimos em frente, juntos é como fazemos mudanças".

O streaming de música Spotify também ofereceu apoio "à comunidade negra – nossos funcionários, parceiros, artistas e criadores – na luta contra o racismo, injustiça e desigualdade. Agora não é o momento de silêncio. Continuaremos usando o poder da nossa plataforma para amplificar vozes negras até que elas sejam ouvidas".

O YouTube ofereceu seu apoio à campanha com uma promessa de investir US$ 1 milhão em iniciativas de igualdade social, mas acabou sendo alvo de críticas que dizem que a empresa não faz o bastante para limitar a propagação de discurso de ódio.

Como não poderia deixar de acontecer, o dono do YouTube, o Google, também prestou solideariedade à luta contra o racismo por meio de uma mensagem do CEO Sundar Pichai. "Àqueles que sentem dor, raiva, tristeza e medo, vocês não estão sozinhos", escreveu o executivo, citando, além de George Floyd, outras vítimas do racismo, como Breonna Taylor e Ahmaud Arbery.

Em nome da gigante Apple, o CEO Tim Cook também ofereceu solidariedade aos manifestantes que pedem o fim da violência policial contra negros nos Estados Unidos. "Minneapolis está sofrendo por uma razão. Parafraseando o Dr. King, a paz negativa, que é a ausência de tensão, não substitui a paz positiva, que é a presença de justiça. Justiça é como nós vamos nos curar."

O Facebook compartilhou um texto de seu fundador e CEO, Mark Zuckerberg, em que ele promete direcionar US$ 10 milhões a grupos que trabalham por justiça social.

A Uber fez o mesmo, compartilhando um post do CEO Dara Khosrowshahi em que ele anuncia a doação de US$ 1 milhão às organizações norte-americanas de luta social Equal Justice Initiative e Policing Equity.

A rede social TikTok, que tem experimentado um crescimento acelerado durante a pandemia de coronavírus, ultrapassando os 800 milhões de usuários, também ofereceu apoio à causa do movimento Vidas Negras Importam.

A empresa de cosméticos Natura também fez coro por justiça para as vítimas de racismo através do perfil da personagem "Nat", no Twitter da empresa no Brasil. Ação repetida por outras empresas de atuação no Brasil, como a operadora Tim e o serviço de streaming de música Deezer.

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