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Artista usa ferrofluido para criar caixa de som estilo Venom

Gustavo Minari
·3 minuto de leitura

Se o Venom das histórias em quadrinhos tivesse uma caixa de som, com certeza os alto-falantes seriam feitos com ferrofluido. A ideia de usar o material que lembra uma gosma alienígena para visualizar as batidas musicais foi colocada em prática pelo artista Dakd Jung, da Coreia do Sul, e o resultado é extremamente interessante.

Jung pensou em usar o ferrofluido em alto-falantes enquanto trabalhava em um outro projeto ouvindo música. “Eu percebi que os pulsos eletromagnéticos combinavam perfeitamente com o ritmo da canção. Era como se estivesse dançando”, comentou o artista.

Dentro da caixa de som feita em uma impressora 3D, Jung instalou três drivers de áudio, módulos de conexão Bluetooth e um amplificador compacto. O ferrofluido e os eletroímãs ficam dentro de um compartimento de vidro e todo o sistema é controlado por um microcomputador Arduino. Para que o elemento não oxide e também não manche a superfície do vidro, Jung utiliza um produto hidrofóbico feito à base de óleo.

Essa combinação permite que o ferrofluido se movimente conforme o ritmo da música que sai do alto-falante. Dependendo da batida e da melodia, desenhos aleatórios são formados como se fossem o simbionte da Marvel querendo ocupar o corpo do jornalista Eddie Brock.

Velho conhecido

O óleo magnético foi inventado pelo cientista da NASA Steve Papell, no início da década de 1960. Na época, ele imaginou que a substância feita de partículas ferromagnéticas poderia ser usada como combustível de foguete em situação de pouquíssima gravidade. A ideia não foi adiante porque os engenheiros preferiram usar propelentes de aerossol, mais baratos e fáceis de armazenar.

Ferrofluido descoberto na década de 1960 (Imagem: Reprodução/NASA)
Ferrofluido descoberto na década de 1960 (Imagem: Reprodução/NASA)

Sem futuro na agência espacial norte-americana, o ferrofluido ganhou espaço e ficou popular entre os artistas. Suas propriedades magnéticas e a aparência pouco comum pareciam ganhar vida quando aplicadas em projetos que lembravam o vai e vem hipnótico das lâmpadas de lava.

“Suas propriedades físicas são realmente incríveis. Acho que isso me impressionou porque não é comum um fluido, e não um sólido, reagir ao magnetismo. A mecânica dos fluidos é muito bonita e parece ter saído do cinema”, disse Jung.

Desde que descobriu a dinâmica maleável do ferrofluido, o artista sul-coreano já usou a substância em vários tipos diferentes de obras de arte. Na “Lagoa Patafísica”, por exemplo, o efeito lembra um derramamento de óleo ou um teste de Rorschach, dependendo de quem observa.

Veja:

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Onde vende?

Depois que o artista começou a compartilhar o trabalho feito com ferrofluido nas redes sociais, o interesse pela substância subiu muito e ele já pensa em criar novos conceitos que possam ser vendidos como produtos comerciais e não como obras de arte.

“Estamos tentando combinar vários tipos de alto-falantes. Planejamos criar um dispositivo que pode ser usado conectando-se a um alto-falante de alta fidelidade em vez de um alto-falante Bluetooth”, completou.

Conceito do alto-falante que pode estar nas lojas em breve (Imagem: Reprodução/Acervo Dakd Jung)
Conceito do alto-falante que pode estar nas lojas em breve (Imagem: Reprodução/Acervo Dakd Jung)

A ideia é construir alto-falantes menores, fáceis de carregar e à prova d’água para que as pessoas possam ouvir uma playlist no quarto ou ser a sensação da festa com a caixa de som que “dança” conforme a música.

Você colocaria um equipamento desse na sua lista de desejos?

Fonte: Canaltech

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