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Artigo na Bloomberg não elogiou medida do governo para reduzir preço de combustíveis

Tanques da Petrobras em Brasília (DF), em 14 de março de 2022 (Reuters / Adriano Machado)
Tanques da Petrobras em Brasília (DF), em 14 de março de 2022 (Reuters / Adriano Machado)
  • Informação errada foi reproduzida pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro no Twitter

  • Segundo a publicação, um artigo da agência Bloomberg exaltou um pacote anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro na segunda-feira (6)

  • O texto, na verdade, elogiou outras medidas, implementadas em meses anteriores, para redução da alíquota do Imposto de Importação

Uma publicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) – em que ele tuitou que medida do presidente Jair Bolsonaro (PL) para reduzir impostos e o preço dos combustíveis foi "destaque na Bloomberg" – circula no Twitter com mais de 12 mil interações.

Contudo, o artigo mencionado no programa não se refere ao anúncio da última segunda-feira (6), que visa a redução no preço dos combustíveis. O texto elogiou os diferentes cortes na alíquota do Imposto de Importação de outros produtos, sobretudo alimentos.

Captura de tela de uma publicação de Eduardo Bolsonaro (PL) afirmando que medida para reduzir preço dos combustíveis foi elogiada na Bloomberg (Foto: Twitter / Reprodução)
Captura de tela de uma publicação de Eduardo Bolsonaro (PL) afirmando que medida para reduzir preço dos combustíveis foi elogiada na Bloomberg (Foto: Twitter / Reprodução)

O vídeo que acompanha a publicação foi retirado do programa Fechamento Touro de Ouro com Pablo Spyer, que foi ao ar na Jovem Pan na última terça-feira (7). No programa, Spyer afirmou:

"Se aquele novo pacotão de subsídio aos combustíveis anunciado ontem [6/06] pelo presidente Jair Bolsonaro trouxe preocupações com as contas públicas também trouxe alívio porque não mexe na política de preço da Petrobras [...] essa medida é tão importante e inusitada que foi até elogiada por um importante jornalista americano da Bloomberg, chamado David Fickling".

Em seguida, ele disse que, segundo o artigo, "o Brasil tem ótimas ideias para combater a inflação" e que o autor elogiou os cortes nos impostos de importação sobre o etanol, margarina, café, queijo, açúcar, soja entre outros.

Mas nas redes, usuários, como Eduardo Bolsonaro, afirmaram que o artigo – publicado pelo colunista de opinião da Bloomberg David Fickling – tratou da medida do governo federal para redução do preço do gás e combustíveis.

Artigo da Bloomberg

Na coluna da última segunda-feira (6), no entanto, Fickling mencionou somente a medida de redução da alíquota do Imposto de Importação de determinados produtos como mecanismo para controle da inflação:

"Com a inflação em 12,1%, seu maior nível desde 2003, o país [Brasil] se apressa para baixar o custo dos produtos importados. Os impostos sobre cerca de 6.195 produtos seriam temporariamente reduzidos em 10%, anunciou o governo no mês passado [maio]. Isso segue uma rodada semelhante de reduções do final do ano passado".

Procurado pela redação do Yahoo! Notícias, Pablo Spyer informou que leria o trecho em questão em seu programa desta quinta-feira (9). Na edição, Spyer esclareceu sobre o artigo.

Presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ministro da Economia, Paulo Guedes, durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), em 6 de junho de 2022 (Reuters / Adriano Machado)
Presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ministro da Economia, Paulo Guedes, durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), em 6 de junho de 2022 (Reuters / Adriano Machado)

No artigo, Fickling menciona ainda cortes em taxas de importação que ocorreram em março. Porém, em nenhum trecho, o colunista estadunidense se referiu à proposta do presidente Bolsonaro, anunciada na segunda-feira (6/06) para repor a perda de receita dos estados, caso zerem o ICMS sobre o diesel e o gás de cozinha.

Na mesma oportunidade, Bolsonaro prometeu que poderia zerar os tributos federais sobre a gasolina e o etanol.

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