Mercado fechado
  • BOVESPA

    110.036,79
    +2.372,44 (+2,20%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    44.626,80
    -475,75 (-1,05%)
     
  • PETROLEO CRU

    79,74
    -1,49 (-1,83%)
     
  • OURO

    1.668,30
    -0,30 (-0,02%)
     
  • BTC-USD

    19.133,43
    -200,54 (-1,04%)
     
  • CMC Crypto 200

    443,49
    +0,06 (+0,01%)
     
  • S&P500

    3.585,62
    -54,85 (-1,51%)
     
  • DOW JONES

    28.725,51
    -500,10 (-1,71%)
     
  • FTSE

    6.893,81
    +12,22 (+0,18%)
     
  • HANG SENG

    17.222,83
    +56,96 (+0,33%)
     
  • NIKKEI

    25.937,21
    -484,84 (-1,83%)
     
  • NASDAQ

    11.058,25
    -170,00 (-1,51%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,3079
    +0,0099 (+0,19%)
     

Artemis I: confira as diferenças entre os foguetes Orion e Apollo

Fase 3 do programa Artemis verá astronautas de volta na Lua (AP Photo/John Raoux)
Fase 3 do programa Artemis verá astronautas de volta na Lua (AP Photo/John Raoux)
  • Lançamento da Artemis I foi adiado devido a problemas técnicos;

  • Missão Artemis III, em 2025, verá o retorno de astronautas à Lua;

  • Por fora, as duas espaçonaves podem até ser parecidas, mas por dentro há meio século de avanços tecnológicos de diferença.

Em 1969, Neil Armstrong, Michael Collins e Buzz Aldrin a bordo da espaçonave Apollo, lançada pelo foguete Saturno V, em direção à Lua, onde se tornaram as primeiras pessoas a pisar na Lua. Após isso, uma série de missões retornaram ao satélite nos anos seguintes, até cessarem em 1972 com a missão Apollo 17.

Agora a NASA quer retornar à Lua com o programa lunar Artemis, que pretende colocar uma equipe na Lua em 2025 na missão Artemis III. O lançamento do foguete Space Launch System, com a espaçonave Orion deveria ter acontecido no último dia 29, porém foi adiado devido a problemas técnicos.

Mas como as cápsulas de transporte de hoje em dia se comparam às utilizadas na missão Apollo? Embora por fora elas sejam muito similares, entre elas há meio século de avanços tecnológicos.

Como Orion e Apollo se comparam?

Como já dito, por fora ambas tem um formato similar, de um cone truncado, no entanto Orion é um pouco mais espaçosa, conseguindo transportar de quatro a seis astronautas com espaço suficiente para um banheiro compacto, uma máquina de exercícios e um abrigo para a equipe ficar durante eventos de radiação solar.

Por fora ambas usam o mesmo material para seus escudos de calor, o Avcoat, uma espécie de resina fenólica incorporada com fibras de sílica injetadas em uma estrutura de favo de mel. Mas o escudo da Orion foi aplicado de maneira mais sofisticada e foi projetado para suportar maiores temperaturas durante a reentrada em alta velocidade na Terra.

Em sua época, Apollo foi precursora com seu piloto automático digital, embora limitado comparado a hoje em dia. Segundo a NASA, o computador da Orion é 4 mil vezes mais poderoso do que o usado em 1969. Em vez das dezenas de interruptores e botões físicos na Apollo, a Orion irá utilizar controles digitais em um painel de controle de vidro, semelhante ao Boeing 787 Dreamliner.

Por fim, ambas espaçonaves também se diferenciam pelos seus módulos de serviço, parte que contém o principal sistema de propulsão da espaçonave e fornece a maior parte dos consumíveis, como oxigênio e água. O módulo não é tripulado e permanece conectado à nave até pouco antes da reentrada, quando é descartado e destruído.

O módulo de serviço da Apollo era grande com cerca de 7 metros de altura. Nele estava localizado o bocal do único motor do foguete AJ10-137 responsável pelas correções de curso da Apollo. A energia elétrica, por sua vez, era fornecida por células de combustível que utilizavam oxigênio líquido.

Já o módulo de serviço da Orion é um exemplar do Módulo de Serviço Europeu, desenvolvido pela Agência Espacial Europeia (ESA). Ele tem cerca de 3 metros de altura e usa um motor de sistema de manobra orbital da era do ônibus espacial como principal sistema de propulsão.

Ao contrário do módulo de serviço Apollo, o ESM usa painéis solares e baterias para geração de energia em vez de células de combustível. Ele produz mais energia do que o módulo de serviço da era Apollo, mas também apresenta algumas restrições operacionais: as janelas de lançamento da Nasa para o voo de teste Artemis I da Orion são 29 de agosto, 2 de setembro e 5 de setembro porque nos dias entre essas datas, o alinhamento da Terra, Lua e Sol são tais que os painéis solares não receberiam luz suficiente em breve para alimentar a missão com sucesso.