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Arrecadação federal cresce 7,25% em agosto e é recorde para o mês, a R$146,5 bi

·2 minuto de leitura
Moedas de um real

BRASÍLIA (Reuters) - A arrecadação da Receita Federal cresceu 7,25% em agosto, em termos reais, na comparação com o mesmo período do ano passado, somando 146,5 bilhões de reais, valor recorde para o mês, informou a Receita Federal nesta quinta-feira.

No acumulado do ano, a arrecadação teve alta real de 23,53% sobre os oito primeiros meses de 2020, a 1,2 trilhão de reais, também o maior valor já registrado pela Receita em série que tem início em 1997 e já desconta o impacto da variação da inflação.

A Receita disse que, no mês passado, um dos destaques foi novamente a arrecadação do IRPJ e CSLL, cobrados das empresas, com alta real de 41,8%, somando 25,7 bilhões de reais.

Desse total, 5 bilhões de reais foram avaliados como receitas "atípicas" (que vêm muito acima do estimado para o período). Segundo a Receita, o volume é vinculado principalmente a empresas exportadoras do segmento de commodities metálicas, cujo faturamento tem crescido sob o embalo da alta dos preços internacionais e da desvalorização do câmbio.

No ano, a arrecadação atípica de IRPJ/CSLL soma 29 bilhões de reais, a maior parte também associada ao setor de commodities.

O crescimento da arrecadação sobre 2020 também tem sido impactado pelo menor volume de diferimento de tributos promovido pelo governo para aliviar os contribuintes em meio à crise da pandemia (2,9 bilhões de reais em agosto de 2021, ante 17,1 bilhões de reais no mesmo mês do ano anterior) e pela redução das compensações tributárias (para 13,5 bilhões de reais, ante 19,7 bilhões de reais um ano antes).

Ao comentar os dados, o secretário especial da Receita, José Tostes, destacou que os números apontam para um crescimento sustentado da arrecadação.

"Tem importante componente estrutural nesse resultado", afirmou o secretário.

(Por Isabel Versiani)

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