Mercado abrirá em 9 h 18 min
  • BOVESPA

    114.064,36
    +1.782,08 (+1,59%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.464,27
    +125,93 (+0,25%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,38
    +0,08 (+0,11%)
     
  • OURO

    1.752,20
    +2,40 (+0,14%)
     
  • BTC-USD

    44.485,00
    +424,82 (+0,96%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.112,34
    +3,42 (+0,31%)
     
  • S&P500

    4.448,98
    +53,34 (+1,21%)
     
  • DOW JONES

    34.764,82
    +506,50 (+1,48%)
     
  • FTSE

    7.078,35
    -5,02 (-0,07%)
     
  • HANG SENG

    24.518,82
    +7,84 (+0,03%)
     
  • NIKKEI

    30.200,89
    +561,49 (+1,89%)
     
  • NASDAQ

    15.302,75
    -0,75 (-0,00%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,2271
    +0,0021 (+0,03%)
     

Arquitetura computacional que imita o cérebro pode revolucionar processadores

·2 minuto de leitura

Pesquisadores da Universidade de Limerick, na Irlanda, em parceria com a Universidade Nacional de Cingapura e a Texas A&M University, nos EUA, desenvolveram uma nova arquitetura de computação inspirada no cérebro humano e formada por uma molécula composta por apenas 77 átomos.

O dispositivo funciona como memória e processador simultaneamente, fornecendo um novo elemento eletrônico que pode ser reconfigurado em tempo real para executar funções lógicas predefinidas. O sistema também é capaz de “aprender” novas informações, imitando as sinapses cerebrais.

“Similarmente à flexibilidade e à adaptabilidade das conexões no cérebro humano, nosso dispositivo de memória pode ser reconfigurado rapidamente para diferentes tarefas computacionais simplesmente alterando as tensões elétricas aplicadas. Além disso, assim como as células nervosas, esse sistema pode reter informações para futura recuperação e processamento”, explica o professor de engenharia da Universidade Nacional de Cingapura Sreetosh Goswami, coautor do estudo.

Inspiração

A nova arquitetura computacional, inspirada nas atividades internas do cérebro, foi criada com a otimização das propriedades elétricas dos cristais moles produzidos a partir de uma única molécula que pertence à família química das fenil-azo-piridinas. Esse novo circuito eletrônico é mais robusto e não se limita a guardar informações do sistema binário que variam entre 0 e 1, como ocorre nos transistores.

Nova arquitetura computacional é formada por apenas uma molécula (Imagem: Reprodução/University of Limerick)
Nova arquitetura computacional é formada por apenas uma molécula (Imagem: Reprodução/University of Limerick)

Essa molécula usa sua assimetria natural em ligações metal-orgânicas para alternar entre diferentes estados, permitindo o processamento de decisões ultrarrápidas em tempo real. “Elas funcionam como esponjas de elétrons, que podem oferecer até seis transferências de elétrons, resultando em cinco estados moleculares diferentes”, acrescenta Goswami.

Ao contrário dos transistores convencionais, fabricados com óxidos metálicos ligados e desligados com voltagens fixas, os novos componentes moleculares podem alternar entre esses estados utilizando várias tensões sequenciais. Isso significa que uma unidade de processamento não precisará buscar dados a cada operação de cálculo, economizando tempo e energia.

Futuro

Como um único circuito de memória molecular consegue executar a mesma quantidade de funções computacionais que milhares de transistores juntos, minúsculos processadores idênticos poderiam ser ligados em rede e funcionar em paralelo, permitindo a resolução de problemas mesmo que os componentes individuais não funcionem corretamente o tempo todo.

Esquema de funcionamento da memória molecular (Imagem: Reprodução/University of Limerick)
Esquema de funcionamento da memória molecular (Imagem: Reprodução/University of Limerick)

Essa redundância e reconfigurabilidade do sistema mostram que o novo dispositivo, que imita o cérebro humano, consegue fazer tudo em um único lugar, sem a necessidade de ler e mover informações a todo instante, permitindo o desenvolvimento de circuitos eletrônicos mais complexos e eficientes.

“Os novos elementos de circuito podem fornecer computadores menores, mais rápidos e mais eficientes em termos de energia, exatamente o que é necessário para computação de ponta, internet das coisas e aplicativos de inteligência artificial”, encerra o professor de física da Universidade de Limerick Damien Thompson, autor principal do estudo.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos