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Arqueólogos acham túnel de 1,3 km que pode levar a túmulo de Cleópatra

Arqueólogos descobriram, no Egito, um túnel subterrâneo escondido sob o templo Taposiris Magna, dedicado ao deus da morte egípcio, Osíris. A responsável pelo achado — cujas medidas são 2 metros de altura e 1310 metros de comprimento, a 13 metros abaixo da estrutura — foi Kahtleen Martinez, especialista em arqueologia da Universidade de San Domingo.

Localizado a oeste da antiga cidade de Alexandria, o túnel também abrigava duas estátuas de alabastro da era Ptolemaica, quando o Egito era governado por uma dinastia de descendência grega do general Ptolomeu, que sucedeu Alexandre, o Grande, além de diversos potes e ânforas de cerâmica.

Templo, túnel e múmias

O Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito emitiu um comunicado sobre o achado na semana passada, descrevendo o túnel como um "milagre geométrico". Parte da estrutura se encontra submersa em água, possivelmente resultado de uma série de terremotos que assolaram a região entre os anos de 320 d.C. e 1303 d.C., que também podem ter causado o desabamento do templo, segundo os arqueólogos.

Análises revelaram que o túnel é uma réplica exata do Túnel Eupalinos, na Grécia, considerado um dos maiores feitos da engenharia já concebidos pela humanidade. Localizado na ilha grega de Samos, no leste do Mar Egeu, a estrutura formava um aqueduto que carregou água por mais de 1.000 anos aos cidadãos locais.

Em escavações anteriores no mesmo sítio arqueológico, já foram encontrados diversos artefatos, como moedas cunhadas com o nome e a imagem de Cleópatra VII e Alexandre, o Grande, além de pequenas esculturas, estátuas da deusa egípcia Ísis, uma múmia com língua de ouro e um cemitério apinhado de múmias no estilo greco-romano.

Cleópatra VII se suicidou em 30 a.C., assim como o amante, Marco Antônio: seus túmulos nunca foram encontrados (Imagem: Alexandre Cabanel/Domínio Público)
Cleópatra VII se suicidou em 30 a.C., assim como o amante, Marco Antônio: seus túmulos nunca foram encontrados (Imagem: Alexandre Cabanel/Domínio Público)

Cleópatra VII foi a mais famosa de seu nome, tendo governado o Egito Ptolemaico de 51 a.C. a 30 a.C. A monarca morreu suicidando-se junto ao amante, o general romano Marco Antônio, em 30 a.C., e os historiadores acreditam que ambos tenham sido enterrados juntos: não se sabe, no entanto, onde.

Martinez já vem suspeitando, há muitos anos, que a rainha tenha sido enterrada no Templo Taposiris Magna. Peticionando o governo egípcio para poder pesquisar a área e obtendo a permissão, ela se pôs a cavar o local. Embora ainda não tenha encontrado o local do descanso final de Cleópatra, ela já fez diversas descobertas importantes nos últimos 15 anos, incluindo o túnel mais recente. O templo continuará a ser escavado, e a arqueóloga relata acreditar que está chegando cada vez mais perto de encontrar a última rainha do Egito.

Fonte: Canaltech

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