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Senador que morreu por Covid-19 questionou 'vírus chinês', defendeu cloroquina e atacou isolamento

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Foto: MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images
Foto: MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images

O senador Arolde Oliveira (PSD-RJ) teve sua morte por complicações causadas pelo novo coronavírus confirmada nesta quarta-feira (21). O parlamentar costumava questionar com frequência a gravidade da Covid-19. Aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ele defendia o uso da cloroquina e era crítico ferrenho do isolamento social.

Manifestando-se por rede social, Arolde foi mais um dos ferrenhos defensores da hidroxicloroquina, medicamente que teve sua ineficácia comprovada cientificamente contra a Covid-19.

"O tratamento da covid-19 com cloroquina divide a opinião dos especialistas. Fico com a sugestão do uso do medicamento desde o início, como quer o presidente Jair Bolsonaro, além do isolamento social seletivo. Porque? Porque é preciso resolver o hoje pensando no amanhã. Hoje é urgente salvar vidas; amanhã, salvar empregos, renda e empresas. Essas duas ondas, saúde e economia, já estão entrelaçadas e sinalizam para miséria, fome e caos", opinou Arolde.

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O senador endossou também o discurso de Bolsonaro de criticar a eficácia do isolamento social, medida comprovadamente eficaz para frear a pandemia, adotada em todo o planeta.

"Os números do vírus chinês no mundo e no Brasil demonstram a inutilidade do isolamento social. Autoridades, alarmistas por conveniência, destruíram o setor produtivo e criaram milhões de desempregos. O Presidente Jair Bolsonaro, isolado pelo STF, estava certo desde o início", chegou a avaliar o senador.

Arolde que estava com 83 anos e estava há mais de 15 dias internado, faleceu após uma falência múltipla de órgãos nessa quarta-feira (21). No mesmo dia, de acordo com o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saude), o Brasil chegou a 155.402 óbitos motivados pela Covid-19 desde o início da pandemia.

Crítico da repercussão dessa pandemia, o senador chegou a dizer, sem citar nomes, que existiam parlamentares fazendo “uso eleitoral” da crise sanitária.

"O uso eleitoral da pandemia mascara as reais intenções das autoridades. Observem que por trás de um pronunciamento demagógico sempre tem um pré-candidato a algum cargo. Não é preciso citar nomes. Atenção, nem tudo que reluz é ouro".