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Arm apresenta novos chips Armv9: Cortex-X2, Cortex-A710 e Cortex-A510

·3 minuto de leitura
Arm apresenta novos chips Armv9: Cortex-X2, Cortex-A710 e Cortex-A510
Arm apresenta novos chips Armv9: Cortex-X2, Cortex-A710 e Cortex-A510

A Arm anunciou na última terça-feira (26/05) sua primeira linha de designs de CPU produzida com a arquitetura Armv9: o processador flagship Cortex-X2 (herdeiro direto do Cortex-X1 lançado ano passado) e as intermediárias Cortex-A710 e Cortex-A510. Introduzida neste ano, a microarquitetura Armv9 entrega avanços no desempenho, com novos recursos de segurança e inteligência artificial (IA).

Embora a maioria das pessoas não esteja familiarizada com os designs da Arm, os chips da empresa britânica são utilizados em quase todos os processadores de smartphones Android — de Samsung e Huawei a Google e OnePlus. Estas marcas licenciam os núcleos fabricados pela empresa e os encaixam com GPUs, NPUs e outros tipos de dispositivos para formar um processador — ou um SoC (system-on-a-chip), para ser mais exato.

O Snapdragon 888, por exemplo, conta com um Cortex-X1, três núcleos Cortex-A78 e quatro núcleos Cortex-A55. Portanto, os designs apresentados aqui são, em certa medida, uma prévia de como se estruturarão os smartphones Android a partir do ano que vem.

E dá para dizer que os avanços serão bastante significativos. Só para o leitor ter uma ideia, de acordo com a Arm, um conjunto de CPUs com microarquitetura Armv9 (por exemplo, um único Cortex-X2 associado com três A710 e quatro A510) proporcionará uma superioridade de 30% em pico de desempenho e eficiência energética em comparação a um cluster Armv8. Vamos, então, à lista.

Infográfico sobre os novos processadores ARMx9 da ARM: Cortex-X2, A710 e A750
Infográfico sobre os novos processadores ARMx9 da ARM: Cortex-X2, A710 e A750
Cortex-X2

Sucessor do Cortex-X1, o Cortex-X2 promete oferecer um pico de desempenho de 16% em relação ao antecessor e um aprendizado de máquina duas vezes superior. Os designers da Arm aprimoraram o mecanismo de predição no chip e, com isso, reduziram o número de erros na transmissão de dados, amplificando a performance. Houve também um aumento de tamanho no cache L3 do chip, que foi dobrado de 8 para 16 megabytes.

De acordo com a Arm, processadores com Cortex-X2 terão uma evolução de 30% no desempenho em relação a smartphones equipados com SoCs que utilizam o X1. A companhia britânica direcionou a produção dessa CPU para “smartphones e laptops premium”.

Infográfico sobre o Cortex-X2, da ARM
Infográfico sobre o Cortex-X2, da ARM
Cortex-A710

Em relação à antecessora A78, a CPU Cortex-A710 apresenta uma evolução de 10% em pico de desempenho. O principal avanço, no entanto, diz respeito à inteligência artificial do núcleo, duas vezes melhor que a geração anterior, e ao ganho de 30% em eficiência energética. A Arm também melhorou o mecanismo de predição no front-end do processador, dobrando suas principais estruturas, o Branch Target Buffer (BTB) e o Global History Buffer (GHB).

Ao contrário da Cortex-X2, que funciona exclusivamente em aplicações de 64 bits, o Cortex-A710 ainda terá suporte para aplicações de 32 bits. Vale observar que, a partir de 2023, todos os designs de CPU da Arm para dispositivos móveis serão produzidos apenas com instruções de 64 bits.

Infográfico sobre o Cortex A710, da ARM
Infográfico sobre o Cortex A710, da ARM
Cortex-A510

Após quatro anos de espera, a Arm finalmente lançou uma nova CPU para desempenhos mais básicos. A Cortex-A510 é a sucessora da Cortex-A55, uma CPU que pode ser encontrada em uma miscelânea de processadores para smartphones intermediários e de entrada — por exemplo, o Snapdragon 845, da Qualcomm, e o Exynos 850, da Samsung, que alimenta o A21s.

Segundo a Arm, a Cortex-A510 apresenta ganhos de 35% em pico de desempenho e 20% em eficiência energética, além de um aprendizado de máquina três vezes superior em comparação à A55. O novo chip também oferece a possibilidade de uma microarquitetura com núcleo mesclado. Dois núcleos Cortex-A510 podem ser combinados em um complexo e compartilhar recursos, como o cache L2 e o motor SIMD. Este ganho de eficiência na área do chip, segundo a empresa britânica, acaba oferecendo “uma ampla gama de configurações para escalabilidade em diferentes dispositivos de consumo”.

Infográfico para o Cortex-A510, da ARM
Infográfico para o Cortex-A510, da ARM

Saiba mais sobre os novos (e primeiros) processadores Armv9 da Arm no site da empresa britânica.

Via Android Authority

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