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Argentina tenta garantir oferta doméstica de trigo; há rumor de limite a embarques

Hugh Bronstein e Maximilian Heath
·3 minuto de leitura
Colheita de trigo em General Belgrano, Argentina

Por Hugh Bronstein e Maximilian Heath

BUENOS AIRES (Reuters) - A Argentina está em busca de maneiras para garantir uma ampla oferta doméstica de trigo sem recorrer à paralisação das exportações, disse nesta quarta-feira uma autoridade de alto escalão do país, em momento em que produtores se preocupam com uma possível intervenção do Estado nos mercados.

O governo, preocupado com a inflação dos preços de alimentos no país, tentou limitar os embarques de milho no início deste mês, mas as propostas foram rejeitadas por produtores e exportadores. Agora, o foco está no trigo, com a circulação de rumores indicando que um limite às exportações do cereal possa estar a caminho.

"No caso do trigo, estamos vendo o que podemos fazer para garantir que tenhamos o suficiente no país sem fechar o mercado de exportação", disse o ministro da Agricultura argentino, Luis Basterra, a uma rádio local.

"Há espaço para a cadeia de valor do trigo permitir o abastecimento do mercado interno", afirmou.

Argentina é a sétima maior fornecedora de trigo do mundo.

"Vamos nos reunir com o governo nos próximos dias. Eles não querem intervir no mercado nem limitar as exportações de trigo, mas tudo está na mesa", disse à Reuters o presidente da câmara de empresas agroexportadoras CEC, Gustavo Idígoras.

A maior parte das exportações de trigo da Argentina é direcionada para o Brasil, que comprou 4,5 milhões de toneladas do cereal do país vizinho em 2020.

Rubens Barbosa, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), disse que as exportações de trigo da Argentina devem atingir 11 milhões de toneladas em 2021.

"A Abitrigo tem confiança de que a Argentina conseguirá cumprir totalmente seus compromissos com os moinhos brasileiros", disse ele.

Os contratos futuros do trigo negociados em Chicago recuaram nesta quarta-feira, mas têm girado em torno de máximas de seis anos e meio estabelecidas em meados de janeiro. O mercado tem obtido suporte de expectativas de aperto nas ofertas globais do cereal, bem como nas de soja e milho.

A Rússia, maior fornecedora de trigo do mundo, aprovou um aumento na tarifa de exportação da commodity a partir de 1º de março, em sua mais recente medida para controlar a alta dos preços domésticos de alimentos.

O governo da Argentina afirma que, de 17,2 milhões de toneladas de trigo 2020/21 colhidas recentemente, 10 milhões de toneladas serão exportadas. Dados oficiais mostram também que os exportadores já compraram 8,9 milhões de toneladas de trigo 2020/21.

Recentemente, a Argentina propôs uma suspensão de dois meses das exportações de milho e, em seguida, um limite diário para os embarques internacionais do grão. Ambos os planos foram descartados após críticas dos agricultores.

As propostas, no entanto, mostraram que a Argentina está disposta a limitar as exportações na tentativa de controlar as altas nos preços locais de alimentos. A taxa de inflação do país foi de 4% somente em dezembro.

"Estamos preocupados de que possa haver algum tipo de acordo extra-oficial entre o governo e operadores para reduzir as exportações de trigo e milho", disse Santiago del Solar, produtor na província de Buenos Aires.

"Nós precisamos de transparência dos mercados de grãos. Para investir e produzir, precisamos saber o que está acontecendo", acrescentou.

Idígoras disse que não foi fechado nenhum acordo oficial.

(Reportagem adicional de Julie Ingwersen e Ana Mano)