Mercado abrirá em 9 h 13 min
  • BOVESPA

    129.513,62
    +1.085,64 (+0,85%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.558,32
    +387,54 (+0,77%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,45
    +0,15 (+0,20%)
     
  • OURO

    1.778,10
    +1,40 (+0,08%)
     
  • BTC-USD

    35.004,61
    +2.382,85 (+7,30%)
     
  • CMC Crypto 200

    843,75
    +57,13 (+7,26%)
     
  • S&P500

    4.266,49
    +24,65 (+0,58%)
     
  • DOW JONES

    34.196,82
    +322,58 (+0,95%)
     
  • FTSE

    7.109,97
    +35,91 (+0,51%)
     
  • HANG SENG

    29.203,78
    +321,32 (+1,11%)
     
  • NIKKEI

    29.093,00
    +217,77 (+0,75%)
     
  • NASDAQ

    14.361,25
    +7,00 (+0,05%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,8669
    +0,0046 (+0,08%)
     

Argentina tenta conter disparada do dólar

·3 minuto de leitura

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - A Argentina vive uma semana tensa em relação ao dólar e a uma possível desvalorização do peso. Na última terça-feira (27), o valor do dólar paralelo (conhecido como "blue") chegou a 195 pesos, enquanto o oficial está em 83,5 pesos. A desvalorização da moeda local causou uma reação política e uma fricção entre o presidente, Alberto Fernández, e sua vice, Cristina Kirchner. Enquanto esta defende uma troca de ministros, o mandatário respalda sua equipe econômica. O ministro da economia, Martín Guzmán, tentou duas estratégias para conter a disparada da moeda norte-americana. Primeiro, colocou em licitação bônus em pesos ajustáveis à variação do dólar oficial, na tentativa de levantar a maior quantidade de pesos argentinos do mercado. Com menos moeda local em circulação, a expectativa é que ela se valorize. Em segundo lugar, Guzmán anunciou que a licitação será nos dias 9 e 10 de novembro, dando tempo para que grandes fundos de investimento que estejam atados ao peso possam mudar de moeda, diminuindo a pressão sobre ela. Com essas medidas, Guzmán conseguiu fazer com que o "blue" fechasse a 187 pesos na terça e a 181 pesos nesta quarta. Ainda assim, a grande distância que há entre os dólares oficial e paralelo, de mais de 130%, causa grande preocupação no governo e na sociedade. Para conter o valor do dólar, o Banco Central argentino também vendeu cerca de US$ 80 milhões. Só neste mês, as vendas da moeda americana pelo BC local somam US$ 1,2 bilhão. A inflação continua subindo, pois o comércio acaba se guiando pelo "blue". E a corrida pelos dólares só está contida porque a compra da moeda está limitada a US$ 200 por pessoa por mês. Em entrevista a uma rádio local na terça, Guzmán afirmou que não haverá uma desvalorização do peso argentino e que "ainda há alternativas para acalmar o mercado". Uma das dificuldades que o país enfrenta é o fato de ter havido, durante a fase mais dura da quarentena, um aumento da emissão monetária de mais de 85% com relação a todo o ano de 2019. Isso exerceu ainda mais pressão na inflação e no valor da moeda. Nesta quarta (28), Guzmán apresentou o projeto de orçamento para o ano que vem, prevendo cobrir déficit fiscal previstao para 2021 (de 4,5% do PIB) em 60% com novas emissões de moeda e 40% com financiamento do mercado. Ao mesmo tempo, Guzmán iniciou conversas para reestruturar a dívida tomada pelo país com o FMI em 2018 e busca a liberação de US$ 5,4 bilhões que eram parte deste acerto para reforçar as reservas do Banco Central. Outra medida que vem causando polêmica é a decisão do presidente de reabrir as fronteiras para o turismo com relação aos países fronteiriços. Essa reabertura é limitada. Os turistas poderão vir apenas para Buenos Aires, uma vez em que há restrições internas de circulação dentro do território argentino. Ao ser questionado por jornalistas sobre a razão desta abertura quando a Argentina enfrenta uma alta no número de contaminações e de mortes diárias pela doença, Fernández referiu-se à necessidade de entrada de dólares no país. Os turistas somente poderão entrar na Argentina com um exame de coronavírus (PCR) negativo realizado 48h antes do embarque e com a apresentação de um seguro médico. A abertura será para turistas de Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Chile.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos