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Argentina tem produção de óleo de xisto recorde com impulso de Vaca Muerta

Plataforma de perfuração de xisto de Vaca Muerta, na província patagônica de Neuquén

BUENOS AIRES (Reuters) - A Argentina registrou produção recorde de óleo de xisto em dezembro, disse o Ministério da Energia do país nesta terça-feira, já que o desenvolvimento da enorme formação de xisto de Vaca Muerta no país impulsiona os ganhos de produção.

A nação sul-americana bombeou uma média diária de 282.400 barris de óleo de xisto em dezembro, um aumento de quase um terço em relação ao mesmo mês de 2021.

Ao contrário dos campos convencionais de petróleo e gás que contêm principalmente uma mistura de líquidos de petróleo, os depósitos de xisto estão presos em rochas densas ricas em hidrocarbonetos, mas geralmente requerem fraturamento hidráulico ou fracking.

A produção de xisto representou quase metade, ou 45%, da produção total de petróleo do país de 622.500 barris por dia (bpd) em dezembro, o que também marca o maior volume de produção desde 2009.

O número representa um crescimento de mais de 11% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

A Argentina é um dos produtores de petróleo de médio porte da América Latina, atrás dos líderes regionais Brasil, México e Colômbia.

A ministra da Energia, Flavia Royon, disse em um comunicado na terça-feira que mais produção de petróleo é bom para o crescimento do emprego local, bem como para maiores ganhos em divisas.

O governo prometeu reverter um déficit de energia de cerca de 5 bilhões de dólares em 2022 para um superávit de cerca de 12 bilhões até 2025.

Vaca Muerta, localizada na província patagônica de Neuquén, é a segunda maior reserva de gás de xisto do mundo e a quarta maior reserva de petróleo, e é a chave para o esforço da Argentina para diminuir a dependência de importações caras de energia.

Na segunda-feira, o ministro da Economia, Sergio Massa, disse que o governo espera lançar um leilão para a construção da segunda seção de um importante gasoduto de Vaca Muerta nos próximos 90 dias.

(Reportagem de Eliana Raszewski; texto de Carolina Pulice)