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Argentina suspende exportações de milho até 1º de março para garantir oferta doméstica

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Lavoura de milho em Chivilcoy, Argentina

BUENOS AIRES (Reuters) - A Argentina vai suspender suas exportações de milho até 1º de março, disse o Ministério da Agricultura do país em comunicado nesta quarta-feira, em meio a esforços do governo para garantir uma ampla oferta doméstica de alimentos.

"Essa decisão foi baseada na necessidade de garantir a oferta do grão para setores que o utilizam como matéria-prima para a produção de proteína animal, como carnes suína e de frango, ovos, leite e gado, em que o milho representa um componente significativo dos custos de produção", afirmou o comunicado.

A Argentina é um grande fornecedor global de milho, soja e trigo, bem como maior exportador de farelo e óleo de soja do mundo.

"Até o momento, 34,23 milhões de toneladas de milho da temporada 2019/20 receberam autorização para exportação, ante um total exportável de 38,50 milhões de toneladas", disse a nota.

"O objetivo da medida é que os 4,27 milhões de toneladas remanescentes sigam disponíveis para consumo doméstico, visando garantir a oferta durante os meses de verão, quando a disponibilidade do cereal tende a ser escassa", acrescentou.

Agricultores e outros "players" da cadeia de milho na Argentina costumam se opor a esse tipo de intervenção nos mercados.

"Estamos absolutamente surpresos. Isso não faz sentido. Nunca houve falta de milho na Argentina", disse Alberto Morelli, presidente da MAIZAR, câmara da indústria de milho do país.

(Reportagem de Maximilian Heath e Hugh Bronstein)