Mercado fechado
  • BOVESPA

    107.106,49
    +1.064,02 (+1,00%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    42.321,12
    +416,06 (+0,99%)
     
  • PETROLEO CRU

    43,02
    +0,60 (+1,41%)
     
  • OURO

    1.835,90
    -36,50 (-1,95%)
     
  • BTC-USD

    18.300,73
    -154,01 (-0,83%)
     
  • CMC Crypto 200

    361,76
    +0,34 (+0,09%)
     
  • S&P500

    3.568,35
    +10,81 (+0,30%)
     
  • DOW JONES

    29.509,46
    +245,98 (+0,84%)
     
  • FTSE

    6.333,84
    -17,61 (-0,28%)
     
  • HANG SENG

    26.486,20
    +34,66 (+0,13%)
     
  • NIKKEI

    25.527,37
    -106,93 (-0,42%)
     
  • NASDAQ

    11.898,50
    -7,25 (-0,06%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4418
    +0,0619 (+0,97%)
     

Argentina licita bônus para aliviar a pressão cambiária sobre o peso

·3 minuto de leitura
O presidente argentino, Alberto Fernández (C), participa de uma reunião com seu gabinete e a vice-presidente, Cristina Kirchner, na Casa Rosada, em Buenos Aires, em 31 de agosto de 2020
O presidente argentino, Alberto Fernández (C), participa de uma reunião com seu gabinete e a vice-presidente, Cristina Kirchner, na Casa Rosada, em Buenos Aires, em 31 de agosto de 2020

A Argentina licitou nesta terça-feira (27) um cardápio de bônus, que inclui títulos vinculados à evolução da taxa de câmbio em dólares, com o objetivo de diminuir as tensões sobre o peso, um dia depois de o presidente Alberto Fernández denunciar pressões de mercado.

O governo conseguiu colocar títulos em pesos no equivalente a 3 bilhões de dólares, segundo um comunicado do Ministério da Economia.

"É preciso entender que há um jogo de pressões. Temos que estar calmos porque temos ferramentas para resolver isto", disse Fernández nesta terça à Radio 10.

Outra intenção da operação financeira foi atenuar o forte déficit fiscal provocado pela ajuda milionária a pobres, trabalhadores e empresas diante da crise econômica provocada pelo coronavírus, razão pela qual foi anunciado o cancelamento de uma dívida com o Banco Central da República Argentina (BCRA) pelo equivalente em pesos a cerca de 1,2 bilhão de dólares.

"Será reduzida a assistência monetária fornecida pelo BCRA no âmbito da pandemia, avançando para uma composição do financiamento consistente com os objetivos de convergência e estabilidade macroeconômica", indicou o comunicado do ministério chefiado por Martín Guzmán.

Frente ao duro ataque especulativo sofrido pelo peso nas últimas semanas, Fernández acaba de rejeitar qualquer possibilidade de uma desvalorização da moeda por entender que a medida representa "uma máquina de gerar pobreza".

A taxa de câmbio oficial está por volta de 84 pesos por dólar americano, mas é cotado na faixa dos 180 pesos por dólar no mercado paralelo, com pouco volume de transações, mas grande peso nas expectativas.

Na Argentina vigora desde 2019 um controle de câmbio que foi sendo progressivamente endurecido. As pessoas físicas têm um teto de 200 dólares mensais de compra no mercado oficial e são cobradas com impostos de 30% e 35%, pelo que pagam 140 pesos por dólar, entre outras restrições aplicadas às grandes empresas.

As medidas visam a proteger as reservas, que chegam a 40 bilhões de dólares, embora as de livre disponibilidade estejam abaixo dos US$ 5 bilhões, segundo especialistas.

Ao incentivar os investimento em pesos e bônus, reduz-se a demanda por dólares e se desestimula a expectativa de desvalorização, segundo analistas econômicos.

- Sem lugar para especuladores -

"Interviemos para que entendam que não podem fazer o que quiserem", enfatizou Fernández.

O ministério da Economia lançou licitações de bônus para absorver liquidez com quatro título em pesos e um bônus, cujo rendimento está vinculado à evolução do mercado cambiário.

"Estamos em um tempo em que não há lugar para os especuladores porque a especulação de alguns ocorre em detrimento de muitos que estão vivendo muito mal", insistiu o presidente.

A Argentina, com uma economia em recessão desde 2018, tem 40,9% de sua população de 44 milhões de habitantes na pobreza, enquanto enfrenta o impacto da pandemia, que deixou mais de 29.000 mortos e mais de um milhão de casos desde março.

"Peço-lhes que pensem no momento em que o mundo está, que deixem a especulação de lado de uma vez e pensem na Argentina", afirmou.

sa-dm/nn/gm/yow/mvv