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Argentina indica economista Cecilia Todesca para presidência do BID

BUENOS AIRES (Reuters) - A economista Cecilia Todesca foi indicada pelo governo argentino como candidata à presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), cargo ao qual concorrerá com candidatos do México e do Brasil, disse uma fonte oficial à Reuters nesta sexta-feira.

Todesca, de 51 anos e atual secretária de Relações Econômicas Internacionais, é a candidata da Argentina à presidência do maior credor da região, após a demissão de Mauricio Claver-Carone devido a uma investigação sobre um relacionamento íntimo com uma subordinada.

O anúncio foi feito em Paris, onde ela está como parte da comitiva que acompanha o presidente Alberto Fernández em uma viagem oficial à França para buscar possibilidades de investimento e exportação, mas foi confirmado à Reuters por uma fonte oficial, que esclareceu que o governo irá comunicá-lo formalmente na tarde desta sexta-feira.

Todesca, economista da Universidade de Buenos Aires e mestre em Administração Pública pela Columbia University em Nova York, que ocupou a cadeira argentina perante o Fundo Monetário Internacional (FMI) durante a administração do ex-presidente Néstor Kirchner, concorrerá com o mexicano Gerardo Esquivel e com o candidato brasileiro, Ilan Goldfajn.

O presidente do BID é eleito pela Assembleia de Governadores para servir por um período de cinco anos, de acordo com o site do banco.

Para ser eleito presidente do BID, o candidato deve contar com o apoio de vários países membros do banco que lhe conferem a maioria absoluta do poder de voto, bem como a maioria absoluta do número de países membros das Américas.

O BID tem 26 países membros mutuários na América Latina e no Caribe, além do Canadá e dos Estados Unidos.

(Reportagem de Lucila Sigal e Eliana Raszewski)