Mercado fechará em 4 h 9 min
  • BOVESPA

    129.397,26
    +629,80 (+0,49%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.213,63
    +83,75 (+0,17%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,58
    +0,73 (+1,00%)
     
  • OURO

    1.787,90
    +10,50 (+0,59%)
     
  • BTC-USD

    33.654,04
    +2.363,95 (+7,55%)
     
  • CMC Crypto 200

    808,03
    -2,17 (-0,27%)
     
  • S&P500

    4.248,98
    +2,54 (+0,06%)
     
  • DOW JONES

    33.926,81
    -18,77 (-0,06%)
     
  • FTSE

    7.074,06
    -15,95 (-0,22%)
     
  • HANG SENG

    28.817,07
    +507,31 (+1,79%)
     
  • NIKKEI

    28.874,89
    -9,24 (-0,03%)
     
  • NASDAQ

    14.278,50
    +20,25 (+0,14%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,9353
    +0,0155 (+0,26%)
     

Argentina enfrenta novamente os vencimentos da dívida externa

·2 minuto de leitura
O presidente da Argentina, Alberto Fernández

Apenas nove meses depois de fechar uma reestruturação de 66 bilhões de dólares da dívida com o exterior, a Argentina enfrenta novamente os vencimentos de suas dívidas, agora com o Clube de Paris e o Fundo Monetário Internacional.

Na segunda-feira, a Argentina deve cancelar cerca de 2,5 bilhões de dólares ao Clube de Paris, apesar de ter 60 dias de carência para efetuar o pagamento sem cair em default. É a última parcela de uma dívida que foi renegociada em 2014.

"É o vencimento mais relevante do ano. É difícil que o governo chegue a um acordo antes de segunda-feira e provavelmente use o período de carência para continuar negociando", considerou o economista Joaquín Waldman, da consultora Ecolatina.

Em busca de um alívio, o presidente de centro-esquerda Alberto Fernández fez há duas semanas uma viagem por Portugal, Espanha, França e Itália, na qual obteve declarações de apoio dos seus governantes às suas negociações para aliviar a carga das dívidas.

Ele também foi recebido pelo seu compatriota, o papa Francisco, e se reuniu em Roma pela primeira vez pessoalmente com a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, que classificou o encontro como "construtivo". Nesta semana, também conversou virtualmente com a chanceler alemã, Angela Merkel.

O desafio agora é transformar essas declarações em atos concretos que evitem a queda da Argentina em um novo default.

Ao assumir a presidência em dezembro de 2019, Fernández renunciou às parcelas pendentes do crédito da Argentina durante o governo de seu antecessor Mauricio Macri por cerca de 57 bilhões de dólares. Desse valor, a Argentina conseguiu arrecadar cerca de 44 bilhões.

Substituindo esse programa, o governo implementou um acordo de facilidades estendidas.

- Pagamentos cumpridos -

Fernández enfatizou que seu governo fará de tudo para não cair na inadimplência, um fantasma que assombra este país que em 2001 declarou o maior default da história.

Até agora, a Argentina cumpriu seus pagamentos ao FMI: 300 milhões de dólares em juros em fevereiro e outros 300 milhões em maio. Neste ano, estão pendentes os juros por 350 milhões de dólares em agosto e 400 milhões em novembro. Também há vencimentos de capital por 1,9 bilhão de dólares em setembro e outros 1,9 bilhão em dezembro.

As negociações com o FMI estão complicadas devido às eleições parlamentares que acontecerão em novembro, em um momento em que o governo está esgotado pela crise econômica, com a pobreza e a inflação em alta, e o país se encontra no pior momento da pandemia de covid-19, que deixa mais de 76.000 mortes.

Além dos cerca de 5 bilhões de dólares que devem ser pagos este ano ao FMI, a Argentina terá vencimentos de quase 40 bilhões de dólares entre 2022 e 2023, um valor quase impossível para este país que enfrenta seu terceiro ano de recessão e está excluído do mercado de capitais.

nn/ls/mr/aa

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos