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Argentina enfrenta desafios dramáticos e precisa de agenda econômica crível, diz FMI

Lucas de Vitta
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As declarações foram dadas pela diretora-gerente do Fundo, Kristalina Georgieva, em uma entrevista concedida durante a reunião anual do organismo, realizada virtualmente devido à pandemia A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse nesta quarta-feira (14) que a Argentina enfrenta “desafios dramáticos” por causa da pandemia de covid-19 e precisa de uma agenda crível que equilibre o apoio à população com a estabilidade macroeconômica. As declarações foram dadas em uma entrevista concedida durante a reunião anual do FMI, desta vez realizada virtualmente devido à pandemia. “O país está em recessão profunda, as condições sociais estão piorando, os desequilíbrios econômicos estão aumentando, e a distância entre o câmbio oficial e câmbio paralelo está crescendo”, analisou Georgieva. Uma missão do FMI esteve na Argentina na última semana para compreender melhor os planos do governo de Alberto Fernández para superar a crise. A equipe deve voltar a Buenos Aires em novembro para dar sequência às negociações sobre um novo programa de resgate ao país, que deve US$ 44 bilhões ao FMI. Para Georgieva, a Argentina precisa colocar em prática uma agenda econômica que seja crível, equilibrando políticas para auxiliar a população do país, que já enfrentava uma longa crise antes mesmo da chegada da pandemia, com medidas que garantam a estabilidade macroeconômica. “A tarefa mais importante do país é fornecer um roteiro para sabermos que direção ele está tomando e se chegará ao destino que busca”, disse a diretora-gerente do FMI. “Queremos ser parceiros da Argentina. Contamos com a determinação política do país para tirá-lo desse ciclo histórico de bolhas e quedas.” No Panorama Econômico Mundial (WEO, na sigla em inglês), divulgado nesta semana, o FMI previu que o PIB da Argentina deve recuar 11,8% neste ano, o terceiro pior desempenho na América do Sul, perdendo apenas para a Venezuela (-25%) e o Peru (-13,9%). Para 2021, a entidade revisou a projeção de crescimento de 3,9% para 4,9%.