Na Argentina, Dilma defende parceria intrarregional

A presidente da República, Dilma Rousseff, afirmou nesta quarta-feira, durante visita à Argentina, que tanto o Brasil quanto a Argentina não devem priorizar parceiros extrarregionais em detrimento das relações entre os dois países. Ao citar a crise enfrentada pelos países europeus e os Estados Unidos, Dilma afirmou que a alternativa para o Brasil e para a Argentina é buscar mais cooperação e solidariedade. "Nossa única opção, além de ser melhor, é buscar mais cooperação e solidariedade entre os dois maiores países deste lado do hemisfério (Argentina e Brasil)", afirmou Dilma.

Dilma disse esperar que a crise norte-americana seja superada para o bem do mundo todo. "Esperamos que o governo do presidente (Barak) Obama supere este desafio de abismo fiscal. Essa crise pode afetar o planeta, e seus contornos já atingem países emergentes e em desenvolvimento", afirmou Dilma.

Segundo Dilma, o Brasil está buscando reduzir o seu custo de produção, de modo a ampliar a competitividade do setor produtivo. "Nós reduzimos a apreciação artificial de nossa moeda e fizemos juros internos convergirem para patamar mais condizente com o mercado internacional", disse a presidente. Dilma citou ainda a perspectiva de redução no custo da eletricidade e a desoneração da folha de pagamentos como medidas de redução de custos da produção.

A presidente disse que "o Brasil aprendeu com seus próprios erros" e, com isso, construiu um sistema financeiro robusto. "Por isso nosso bancos não foram atingidos por essa crise", concluiu.

As declarações foram dadas na cerimônia de encerramento da 18ª Conferência Industrial Argentina, que teve como tema: "Argentina e Brasil: Integração e Desenvolvimento". O evento contou também com a participação da presidente argentina, Cristina Kirchner.

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