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Argentina confirma terceira morte por pneumonia misteriosa

As autoridades de saúde da Argentina anunciaram, nesta quinta-feira (1), a terceira morte por uma pneumonia de origem desconhecida. Os infectados apresentaram os primeiros sintomas entre os dias 18 e 22 de agosto e, até o momento, estão concentrados em uma única região do país. Testes descartaram covid-19 e gripe — influenza A e B. e a investigações sobre a pneumonia misteriosa estão em adanamento.

“Estamos estudando a origem do surto e o vínculo epidemiológico [entre os pacientes infectados]. Ainda estamos em processo de investigação”, afirmou o ministro da Saúde na província de Tucumã, Luis Medina Ruiz, em coletiva de imprensa. A principal hipótese é que se trata de um vírus.

Pneumonia misteriosa faz terceira vítima na Argentina e outras seis pessoas estão infectadas (Imagem: Kalhh/Pixabay)
Pneumonia misteriosa faz terceira vítima na Argentina e outras seis pessoas estão infectadas (Imagem: Kalhh/Pixabay)

O que sabemos sobre a pneumonia misteriosa?

Além dos três óbitos registrados na província de Tucumã — que fica na porção noroeste da Argentina —, outras seis pessoas apresentaram o quadro de pneumonia de origem desconhecida. Todos estão em acompanhamento por equipes médicas locais.

Outro fato que chama atenção no caso é que a maioria dos infectados pela pneumonia misteriosa são profissionais de saúde do mesmo centro médico. "Em princípio, correspondem ao mesmo surto e a um único local de contágio”, aponta o ministro Ruiz. Inclusive, o terceiro óbito foi de um paciente do estabelecimento, considerado o caso zero.

No momento, as amostras dos seis primeiros casos são investigadas pelo laboratório do Instituto Malbrán, que é considerado uma referência no país.

Terceira morte na Argentina

"Trata-se de um paciente de 70 anos, que esteve internado num hospital privado", detalhou o ministro sobre o perfil do paciente que morreu em decorrência da pneumonia misteriosa.

Tanto a vítima mais recente quanto os outros pacientes sofreram com uma pneumonia bilateral, ou seja, que afeta os dois pulmões e, por isso, é considerada mais grave. No momento, suspeita-se que o paciente de 70 anos seja o caso número zero do surto.

Anteriormente, a terceira vítima foi submetida a uma cirurgia para tratar um problema na vesícula e, depois, voltou para o centro cirúrgico mais duas vezes. "A partir daí, teve um quadro de infecção pulmonar que coincide com a data de aparecimento [dos sintomas] dos demais pacientes”, afirma o ministro.

Fonte: Canaltech

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