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Argentina avalia incentivos para estimular emprego, diz ministro

Patrick Gillespie
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A Argentina estuda incentivos fiscais para que empresas façam contratações em meio ao aumento do desemprego no país, que está no nível mais alto em pelo menos 16 anos durante a pandemia.

O ministro do Trabalho, Claudio Moroni, disse que conversa com o Ministério da Produção para reduzir algumas contribuições dos empregadores. Os incentivos provavelmente serão direcionados às indústrias duramente atingidas nas províncias menos favorecidas da Argentina, afirmou.

“A ideia é que auxiliemos as empresas a contratarem jovens e ajudemos a treiná-los”, disse em entrevista por vídeo, sem especificar o tipo de benefício ou setores que os receberiam.

O desemprego na Argentina subiu para 13% no segundo trimestre, o nível mais alto desde 2004. Mais de 2 milhões de argentinos saíram totalmente da força de trabalho. As suspensões de emprego também aumentaram significativamente.

A rápida deterioração do mercado de trabalho ocorre apesar das iniciativas do governo para compensar o impacto econômico da pandemia. A Argentina tem proibido demitir trabalhadores e também obriga empresas a pagarem o dobro do valor normal da indenização caso fechem as operações no país. Além disso, o governo está pagando metade dos salários de trabalhadores do setor privado para apoiar empresas que perderam receita durante a crise.

O governo do presidente Alberto Fernández também lançou recentemente uma ambiciosa iniciativa para fornecer a cerca de 3 milhões de trabalhadores treinamento personalizado, de acordo com as necessidades dos empregadores.

Sem reforma

Durante a entrevista, Moroni rebateu a noção de que o modelo do mercado de trabalho argentino requer uma grande reforma, dizendo que não mudaria nada na abordagem do governo para proteger empregos. Líderes empresariais apontam para poderosos sindicatos trabalhistas e extensos litígios, entre outros fatores, como a razão de algumas multinacionais terem deixado o país neste ano.

“Fazemos todo o possível quando as empresas nos avisam sobre essas coisas e tentamos que as empresas não saiam, mas as empresas tomam decisões”, disse Moroni. “Atribuir os problemas econômicos da Argentina ao modelo do mercado de trabalho é um exagero e bizarro.”

O governo visa a recuperação econômica para estimular o crescimento do emprego e não planeja nenhuma reforma estrutural, como um programa de anistia para atrair mais trabalhadores para o mercado de trabalho formal, que paga impostos, disse o ministro.

Embora a duplicação de indenizações e a proibição de demissões devam expirar neste ano, Moroni também disse que as medidas dependem da evolução da pandemia de Covid-19.

“São medidas extraordinárias vinculadas à pandemia e, quando tudo se normalizar, voltaremos à regulação normal”, disse.

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©2020 Bloomberg L.P.