Mercado fechado
  • BOVESPA

    121.800,79
    -3.874,54 (-3,08%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.868,32
    -766,28 (-1,48%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,81
    +0,19 (+0,26%)
     
  • OURO

    1.812,50
    -18,70 (-1,02%)
     
  • BTC-USD

    41.653,05
    -39,62 (-0,10%)
     
  • CMC Crypto 200

    955,03
    +5,13 (+0,54%)
     
  • S&P500

    4.395,26
    -23,89 (-0,54%)
     
  • DOW JONES

    34.935,47
    -149,06 (-0,42%)
     
  • FTSE

    7.032,30
    -46,12 (-0,65%)
     
  • HANG SENG

    25.961,03
    -354,29 (-1,35%)
     
  • NIKKEI

    27.283,59
    -498,83 (-1,80%)
     
  • NASDAQ

    14.966,50
    -71,25 (-0,47%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1880
    +0,1475 (+2,44%)
     

Corrige: Argentina autoriza exportação limitada de carne bovina

·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A Argentina decidiu flexibilizar a proibição às exportações de carne bovina, medida implementada no mês passado destinada a controlar a inflação.

O governo fechou um acordo com frigoríficos como Minerva e Marfrig Global Foods, permitindo que as empresas exportem até metade dos níveis do ano passado de alguns cortes de carne bovina, disse o ministro da Produção, Matías Kulfas, em conversa com repórteres na terça-feira. A medida é válida até agosto.

“Estamos priorizando a renda dos argentinos”, disse Kulfas. O governo, acrescentou, também aumentou os controles dos preços domésticos e agora revisa os próximos passos para as políticas de longo prazo para a carne bovina.

As restrições à carne bovina são um novo capítulo na difícil relação entre o governo argentino e pecuaristas, cujas exportações trazem dezenas de bilhões em moeda forte. Desde a posse há 18 meses, o governo já tentou nacionalizar uma exportadora de soja em crise e proibiu as exportações de milho, mas voltou atrás nas duas medidas.

Por enquanto, a proibição às exportações não reduziu os altos preços da carne bovina como planejado. Em vez de caírem, os preços aumentaram em parte devido a uma greve de pecuaristas como protesto.

Os preços em Buenos Aires subiram 76% em relação ao ano anterior, de acordo com o instituto de carne bovina IPCVA, superando de longe a inflação geral. A proibição também elevou os preços futuros do boi gordo nos EUA. A Argentina é o quinto maior exportador de carne bovina do mundo, e grande parte do produto vai para a China, maior comprador de commodities.

Outras restrições permanecem em vigor em meio à incerteza econômica na Argentina. A inflação está em 49%, e a pobreza aumenta quando o boom das commodities e a pandemia criam problemas semelhantes para diversos países.

Até dezembro, os frigoríficos estão totalmente proibidos de exportar vários cortes de carne populares. A carne vermelha é um alimento básico na Argentina, que compete com o vizinho Uruguai como o maior consumidor per capita do mundo.

Pecuaristas dizem que déficits fiscais e a política monetária frouxa são a principal causa da inflação, e não a competição dos mercados de exportação. Os embarques de carne bovina dispararam para níveis recordes sob a o governo de Alberto Fernández, depois de se recuperarem com as políticas favoráveis ao mercado de Mauricio Macri, que governou de 2015 a 2019.

Com a suspensão parcial da proibição, a carne bovina da Argentina retornará ao mercado chinês, que responde por 75% das vendas do país no exterior.

(Corrige referência sobre frigoríficos para incluir Minerva no lugar da JBS no segundo parágrafo.)

More stories like this are available on bloomberg.com

Subscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.

©2021 Bloomberg L.P.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos