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Argentina apela à comunidade internacional para assinar acordo com FMI

·3 min de leitura
O presidente argentino, Alberto Fernández (E), ouve seu ministro da economia, Martín Guzmán, enquanto este explica a proposta de pagamento ao FMI, durante encontro com governadores, autoridades do governo e empresários em Buenos Aires, 5 de janeiro de 2022 (AFP/ALEJANDRO PAGNI) (ALEJANDRO PAGNI)

O presidente argentino, Alberto Fernández, fez um apelo à "responsabilidade" da comunidade internacional para superar as diferenças do seu país com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e assinar um acordo de facilidades estendidas que alivie suas contas.

Em uma apresentação nesta quarta-feira (5) sobre o estado das negociações da dívida da Argentina com o FMI, de 44 bilhões de dólares, o presidente admitiu que não foi possível superar as diferenças com o organismo multilateral que bloqueiam até agora a assinatura de um novo acordo.

"Sou otimista porque acho que vamos alcançar uma reestruturação conveniente para a Argentina", afirmou Fernández, apelando "à responsabilidade de quem deu este empréstimo quando não era viável", em alusão aos países que aprovaram o stand-by de 2018 e agora são reticentes em acompanhar as reivindicações do governo.

Acompanhado de seu ministro da Economia, Martín Guzmán, o presidente insistiu em pedir que o FMI isente a Argentina do pagamento de sobretaxas (devido ao montante elevado do crédito), que dê maiores prazos para o repagamento e que se permita a negociação multilateral dos direitos especiais de transferência, com os quais pretende pagar os vencimentos do empréstimo stand-by.

"Conseguimos que o G20 aprove estas propostas e os proponha ao FMI. Se as sobretaxas forem corrigidas, a dívida argentina diminui muito. Se for autorizada a negociação multilateral dos direitos especiais de transferência, abre-se uma porta para nós de um canal de financiamento que não temos e pode melhorar nossas condições", explicou Fernández aos governadores.

A Argentina deseja alcançar muito em breve um acordo de facilidades estendidas que lhe permita honrar os vencimentos do crédito em vigor com o FMI e que representam 19 bilhões de dólares este ano e outros 20 bilhões de dólares em 2023.

"Tentamos redefinir este perfil de pagamentos", disse Guzmán, que por sua vez apontou para uma coincidência com o FMI: a necessidade de fortalecer as reservas internacionais em um ritmo de 3 a 4 bilhões de dólares ao ano.

As reservas internacionais brutas da Argentina estão em 39,5 bilhões de dólares, mas os analistas estimam que as líquidas estejam abaixo dos 4 bilhões de dólares, um panorama que impede encarar os pagamentos que devem começar em março, com cerca de 2,9 bilhões de dólares.

Segundo Guzmán, a diferença principal com o FMI está na forma de reduzir o déficit fiscal. "Resolver os problemas fiscais com base na recuperação econômica é o caminho virtuoso. O que o FMI pede é diferente do que apresentamos aqui", destacou, ao insistir em que não se deve cortar os gastos públicos.

Neste sentido, Fernández assegurou que "para nós, a palavra ajuste está banida da discussão, para nós é preciso crescer. Conseguimos com que o déficit primário fosse menor não por menos investimento, mas como produto do crescimento".

A economia cresceu cerca de 10% este ano, após cair 9,9% em 2020 devido à pandemia. Mas o país enfrenta uma inflação de cerca de 50% ao ano, uma das mais altas do mundo, com 40% da população na pobreza.

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