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ArcelorMittal prevê queda da demanda por aço na China este ano

·2 min de leitura

(Bloomberg) -- A ArcelorMittal alertou que a demanda chinesa por aço vai encolher este ano devido aos problemas do setor imobiliário, em mais um sinal do contágio da crise da incorporadora China Evergrande.

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A China domina os mercados globais de aço como maior produtora e consumidora, o que equivale à mais da metade da demanda total. O mercado imobiliário tem sido afetado pela crise de liquidez que pesa sobre a atividade econômica, o que reduz a demanda por commodities como o aço ao mesmo tempo em que o país enfrenta escassez de energia.

A ArcelorMittal ainda espera que o consumo de aço fora da China aumente de 12% a 13% este ano como resultado da reabertura das economias após as restrições da Covid-19. No entanto, a siderúrgica agora projeta leve queda para a demanda chinesa. Em julho, a Arcelor previa crescimento anual de 3% a 5%.

Os segmentos imobiliário e de construção da China mostraram retração no terceiro trimestre pela primeira vez desde o início da pandemia. O setor imobiliário responde por 40% do consumo de aço do país, sendo um dos principais motores da demanda global.

A mídia estatal chinesa sinalizou que o governo pode aliviar as restrições ao setor, mas as autoridades dão poucos sinais de retomar o tipo de estímulo que aqueceu a atividade imobiliária e a demanda por commodities depois da última grande crise em 2015-2016. No início do ano, a China decidiu cortar a produção de aço e reduzir as exportações como parte dos esforços para combater a poluição.

O preço de exportação da China para a bobina a quente atingiu uma máxima acima de US$ 1.000 a tonelada em abril, já que a demanda cresceu tanto no mercado interno quanto no resto do mundo. No entanto, o preço do produto usado como referência nos mercados globais de aço acumula queda de quase 20% desde então, enquanto as cotações do minério de ferro caíram ainda mais.

A ArcelorMittal, a maior siderúrgica fora da China, divulgou resultados do terceiro trimestre na quinta-feira que ficaram abaixo das estimativas de analistas, sob o impacto da queda dos embarques. A empresa disse que foi particularmente afetada pelos cancelamentos de pedidos do setor automotivo, que enfrenta escassez de semicondutores.

Ainda assim, as perspectivas continuam positivas, segundo o diretor-presidente da ArcelorMittal, Aditya Mittal. A siderúrgica espera que os fatores que atingiram as vendas do terceiro trimestre sejam revertidos nos três meses seguintes.

“A demanda subjacente deve continuar melhorando; e, embora marginalmente longe dos recordes recentes, os preços do aço permanecem em níveis elevados, algo que se refletirá nos contratos anuais para 2022”, disse o CEO.

A empresa registrou o maior lucro trimestral desde 2008 graças ao impacto adiado das altas cotações do aço à vista: seu preço médio de venda foi 76% maior do que no ano anterior.

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